Origem: Revista Palavras de Edificação 22
O Leitor Escreve
Texto extraído da carta de uma jovem de quinze anos
“Meu pai bebia muito – era um alcoólatra – e isso começou logo após o seu casamento. Mamãe sofria muito com isso e com os maus tratos que recebia dele. Ela sempre precisou trabalhar para sustentar a casa, pois todo o dinheiro que ele ganhava era gasto com bebidas. Durante 29 anos mamãe o suportou, rogando sempre a Cristo que o pudesse salvar. Em casa ele sempre ouvia o evangelho pois, além de mamãe, eu e mais um irmão e uma irmã somos crentes no Senhor Jesus Cristo. Ele não gostava de ouvir o evangelho ou os hinos que cantávamos em casa.
Sua saúde foi arruinada pela bebida e ele precisou ser hospitalizado. Por várias semanas mamãe cuidou dele, e foi visitado por alguns irmãos em Cristo, que o aconselhavam a crer no Senhor Jesus; ele sempre recusava.
Um dia, ao chegar da escola, minha mãe me avisou que papai estava no Unidade de Terapia Intensiva, e que seu estado era muito grave. Naquele dia, meu irmão me trouxe a notícia do seu falecimento; morrera de câncer no fígado.
Ele nunca nos demonstrava carinho, mas como eu o amava! Fiquei muito triste ao pensar que sua alma havia se perdido para sempre, mas logo iria receber notícias que iriam tirar este peso de meu coração.
Minha mãe, que estava ao seu lado na U.T.I., ao perceber que papai se encontrava em seu último fôlego de vida, perguntou se ele queria aceitar a Cristo. Então ele levantou sua mão já roxa e com o rosto pálido fez que sim; ele sabia que era o fim.
Ele partiu, mas eu sei que em breve irei vê-lo na glória, e sei que onde ele está é muito melhor do que aqui. Foi o mesmo que aconteceu com um dos ladrões, crucificado ao lado do Senhor Jesus Cristo: ele sabia que era o seu fim e encontrou vida no Senhor Jesus.
Quando me lembro de meu pai, percebo que era minha mãe quem devia ganhar aquela alma para Cristo. Pois naquela hora não havia mais ninguém ali; somente Cristo, papai, mamãe e sua coragem de falar!
Ao findar o labor desta vida,
Quando a morte ao teu lado chegar,
Que destino há de ter a tua alma?
Qual será no futuro teu lar?
Meu amigo, hoje tens tu a escolha:
Vida ou morte, qual vais aceitar?
Amanhã pode ser muito tarde;
Hoje Cristo te quer libertar.
