Origem: Revista Palavras de Edificação 23
Nosso Senhor Jesus Cristo
“O Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz” (Is 9:6).
A Pessoa do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, está além da compreensão da mente humana. Ele mesmo disse: “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar” (Mt 11:27). O Filho revelou o Pai, mas ninguém compreende o Filho. A Sua Pessoa é um mistério divino. Como nascido em Belém, Ele era filho de Davi, mas era ao mesmo tempo Senhor de Davi na glória da Sua Pessoa (Mt 22:41-46).
Embora “sendo em forma de Deus,… tomando a forma de Servo” (Fp 2:6-7); quão imensa graça! Assumiu uma vida capaz de morrer, porém não sujeita à morte (Hb 2:9). Ninguém tirou a Sua vida (Jo 10:18). Ele tinha o poder de dar vida (Jo 10:28). Em Sua bendita humanidade Ele foi ao mesmo tempo “sobre todos, Deus bendito eternamente: Amém” (Rom 9:5). “Porque n’Ele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2:9). O Pai se refere a Ele como sendo Deus: “Ó Deus, o Teu trono subsiste pelos séculos dos séculos” (Hb 1:8).
A Divindade
Toda a atividade da Divindade é sempre na forma Trinitária. A primeira vez que o nome de Deus é mencionado na Bíblia, a palavra hebraica utilizada é Deus no plural. Na língua hebraica existe singular, dual e plural. A palavra hebraica na forma plural utilizada para Deus é Elohim([1]). Esta é a palavra que aparece em Gênesis 1:1.
A palavra hebraica para Deus na forma dual é Elohaim. Nunca é utilizada nas Escrituras. A palavra hebraica para Deus no singular é Eloah. A primeira vez que aparece é em Deuteronômio 32:15-17 onde Deus é apresentado em contraste com os ídolos.
Nas Escrituras a ordem é sempre: Deus Pai em Seu propósito; o Filho, Aquele que executa os propósitos de Deus Pai, e o Espírito Santo, em cujo poder os propósitos são cumpridos. Esta verdade aparece por toda a Palavra de Deus.
Criação
Foi propósito de Deus Pai que a criação, fosse a esfera onde pudesse expor todos os Seus conselhos (Ef 1:9-10).
O Filho é Aquele por meio de Quem tudo é criado e mantido (Jo 1:1-4; Cl 1:16; Hb 1:1-3).
O Espírito Santo é o poder na criação (Jó 26:13; Sl 104:30).
Redenção
Deus Pai, em Seu amor, propôs abençoar ao homem (Jo 3:16) “Deus estava em Cristo reconciliando Consigo o mundo” (2 Co 5:19).
Cristo, na obediência do amor, cumpriu a obra de redenção (Hb 10:7-10). “…Cristo, pelo Espírito eterno se ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus” (Hb 9:14).
Ressurreição
Deus Pai ressuscitou a Cristo dentre os mortos (At 3:15).
Cristo, o Filho, ressuscitou dentre os mortos (Jo 10:18).
O Espírito Santo ressuscitou a Cristo dentre os mortos (Rm 8:11; 1 Pe 3:18).
Deus, o Filho
Como Homem, Ele pôde sentir fome, sede e temor, para Se compadecer de nós como Sumo Sacerdote.
Como Deus Ele podia deter o vento e as ondas. Ele podia ressuscitar os mortos. Ele podia abrir o entendimento de Seus discípulos. Ele podia (e fez isto) comunicar poder. Ele conhecia os pensamentos daqueles que O cercavam. Ele podia predizer, como o fez, a forma como iria morrer.
Ele é o Eterno “Eu Sou” (Jo 8:58).
Negar a glória da completa Divindade do Senhor Jesus Cristo, é rejeitar o Único Salvador. Aqueles que assim o fazem, morrerão nos seus pecados (Jo 8:24). As Escrituras dizem: “Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele” (Sl 49:7), mas o Senhor Jesus andou sobre este mundo como Deus perfeito e Homem perfeito. É a Sua Pessoa (Deus Filho) que dá valor à obra de expiação que Ele cumpriu quando “levantado” na cruz (Jo 3:14). Assim vemos que, para se ter o conhecimento da salvação conforme João 3:16, é necessário crer na Pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo.
“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida; mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3:36).
