Origem: Revista Palavras de Edificação 27
A Última Trombeta
“Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Ts 4:16 – ARA).
O Exército do Senhor espera por uma ordem apenas – uma preciosa e gloriosa palavra! Aquele, que, outrora, fez ouvir Sua voz neste mundo em humilde graça, e que agora fala no céu com graça, jamais alterada pelo pecado do homem, irá em breve dar a “Sua palavra de ordem” (1 Ts 4:16) dirigida aos que são Seus. Apenas estes a conhecem, e será ouvida somente por aqueles que já tiverem conhecido a voz do Pastor; “num abrir e fechar de olhos” tudo será transformado (1 Co 15:52), e estaremos “para sempre com o Senhor” (1 Ts 4:17).
Que som emocionante será para aquele que já está cansado; que tem estado a trilhar um humilde caminho nas fileiras do Senhor! Pode até ser que já tenha reclinado sua cabeça no seio do Senhor e, embora seu espírito já se encontre com o Senhor, seu corpo permaneça agora “dormindo” (1 Ts 4:13) até que chegue aquele dia. Pode ser que seja um dos que se encontram entre “nós, os vivos, os que ficarmos” (1 Ts 4:17), e quando a voz de Jesus soar, Este o encontrará em seu posto, como alguém que espera por seu Senhor. Nas milhões de circunstâncias da vida, Sua voz irá encontrar aquele que Ele ama, e irá levá-lo para a casa do Seu Pai nas alturas. O poderoso exército do Senhor irá subir, em silêncio e segredo, como ocorreu na ressurreição do próprio Senhor. Ele irá juntar o pó do Seu povo, preservado cuidadosamente até então por Seu poder vivificador. Os quatro ventos dos céus talvez o tenha espalhado, mas a Terra deverá devolver sua presa. O mar dará aqueles que são de Cristo, e que talvez tenham encontrado ali um jazigo anônimo. O túmulo lacrado, a silenciosa câmara da morte, deverá ter recolhido o seu precioso pó. Tanto o solo que esconde uma sepultura há muito intocada, até o recém fechado jazigo, terão que admitir que Aquele que saiu da sepultura, antes lacrada, na presença dos adormecidos vigias – Aquele que deixou os lençóis de Sua mortalha no local onde estivera Seu corpo – ordenou que com o mesmo silêncio, na mesma quietude, posto que em extremo poder, “os que morreram em Cristo” (1 Ts 4:16) ressuscitem. Eles irão deixar seus lugares do mesmo modo como Ele, “as primícias” (1 Co 15:20), o fez. O exército dos vivos, que ainda estiver aqui, ouvirá Sua voz, e então o “que é corruptível se revista (será revestido) da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista (será revestido) da imortalidade” (1 Co 15:53), e se ouvirá a exultante canção da Igreja em resposta ao Seu poderoso chamado – “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” (1 Co 15:55). “E verão o Seu rosto, e nas suas testas estará o Seu nome” (Ap 22:4). Assim como aconteceu com Enoque, não serão achados, pois Deus os terá trasladado (Gn 5:24).
Que incentivo é esta esperança para o tempo em que ainda estamos aqui, a qual pode gerar em nós sinceridade de propósito em servir Àquele por Quem esperamos. O terror do Senhor para aqueles que não são de Cristo, deve pesar consideravelmente no coração de Seus soldados enquanto aqui (Lc 21:26), que sabem que a Igreja adormecida já teve o seu grito da meia-noite (Mt 25:1-13). Sabem o quanto a Sua volta tem estado esquecida, e até mesmo negligenciada. Sabem como muitos que O amam caíram no engano do servo infiel, que disse: “O meu Senhor tarda em vir” (Lc 12:45). Tornaram a ouvir Sua voz e prepararam suas lâmpadas, indo se encontrar com Ele, pois estão cientes de quão solene é o momento em que vivem. Sentem que o raiar do dia se aproxima; estão a olhar por entre as trevas, a fim de virem o Esposo da Igreja – “a Resplandecente Estrela da Manhã” (Ap 22:16). Sentem que toda a confusão do momento presente caracteriza o estado das pobres virgens tolas. Conhecem também o solene lamento que irá cair sobre esta Terra, onde se professa o cristianismo mas onde Cristo é totalmente desconhecido – “Senhor, Senhor, abre-nos” (Mt 25:11), será o lamento quando a porta se tiver fechado para sempre! Deveras, que solene momento de terror há de ser!
Oh! que momento de brilho e esplendor será para aqueles que pertencem “a primeira ressurreição” (Ap 20:5-6), que são ressuscitados ou transformados por Seu tremendo poder, como uma prova e testemunho de sua completa aceitação no Amado. Sua ressurreição, foi uma prova da perfeição e glória da Sua Pessoa quando esteve aqui. Nossa ressurreição, será a prova da perfeição de Sua obra na qual estamos. Certamente, devemos então nos consolar “uns aos outros com estas palavras” (1 Ts 4:18).
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Co 15:58).
