Origem: Revista Palavras de Edificação 38

Marcas da Assembleia Local

Em Mateus 16:18, Cristo edifica Sua “Igreja”. Em João 11:52, Ele reúne “em UM corpo os filhos de Deus”. Em 1 Coríntios 12:13, “todos os crentes são “batizados em UM ESPÍRITO formando UM CORPO”. Em Efésios 4:4, “HÁ UM SÓ CORPO E UM SÓ ESPÍRITO”. Tudo isso fala de “UNIDADE” (Ef 4:3). A “Igreja” que Cristo edifica é UMA; “os filhos de Deus” que Ele reúne são UM; o “corpo” é UM. Foi isso que Deus, no poder do Espírito, fez por meio de Cristo.

Encontramos também, nas Escrituras, que a assembleia local em uma cidade ou país era a representação local desse “um corpo”, a “Igreja”. Era a assembleia de Deus[1] naquele local, e estavam reunidos sobre o princípio de que a assembleia de Deus é uma. O nome do Senhor Jesus era Aquele a Quem os santos estavam reunidos. Eles eram reunidos para o Seu Nome no poder do Espírito, e em obediência à Palavra, e, quando reunidos, Cristo estava no meio deles. (Mt 18:20; 1 Co 12:12-13; Ef 4:3-4).
[1] O autor usa o termo “assembleia de Deus” no sentido em que é encontrado nas Escrituras, isto é, referindo-se à Igreja, que inclui todos os salvos por Cristo. O autor não está se referindo a uma organização religiosa que arvora para si mesma este nome.

Assim era a assembleia local conforme estabelecida por Deus no princípio. As marcas são evidentes, e demonstram que em hipótese alguma tratava-se de uma mera assembleia voluntária formada pela vontade do homem. Que isto fique bem entendido. A vontade do homem não tem lugar nela, exceto naquilo que pode ser introduzido por obra da carne e, assim, contrário a vontade do Espírito de Deus.

Uma assembleia formada pela vontade do homem não seria, de forma alguma, uma assembleia de Deus, mesmo que fosse uma imitação perfeita em sua forma exterior e ação. Infelizmente, sabemos muito bem que a carne pode se mostrar de maneira chocante, mesmo na assembleia de Deus! Mas, torno a repetir, uma associação voluntária não é a assembleia de Deus, não importa quão perfeita possa ser a imitação.

Sabemos agora que Deus permitiu que a assembleia fosse provada, e não demorou muito para que se introduzisse a triste ruína. A carne apresentou-se em diversas formas e em cismas que brotaram do estado mundano que havia sido permitido seguir sem julgamento na assembleia.

Essas cismas estavam conectadas com heresias, isto é, escolas de opinião que Deus permitiu que se levantassem entre eles para manifestar o seu estado. “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós” (1 Co 11:19). Mas essas heresias são distintamente declaradas como sendo “obras da carne” (Gl 5:19-21). Essas cismas e heresias, não são, de modo algum, “fruto do Espírito” (Ef 5:9; Gl 5:22), manifestado na assembleia de Deus.

The Christian Shepperd: 1998

A. H. Rule

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