Origem: Revista Palavras de Edificação 39
Uma Grande Recompensa para uma Grande Fé
Sadraque, Mesaque e Abednego
Este artigo é baseado em Daniel 3, o qual o leitor é fortemente encorajado a considerar em oração, antes de ler o que se segue.
Nesta porção da Palavra de Deus vemos Sadraque, Mesaque e Abednego, três dos santos no Antigo Testamento que foram muito privilegiados, por terem sido objetos de uma divina e maravilhosa intervenção para salvá-los de uma morte terrível e puderam desfrutar de alguns momentos indescritíveis na doce companhia do Senhor. Esse foi um privilégio maravilhoso que, sem dúvida nenhuma, marcaria o resto de suas vidas!
É muito importante vermos o caminho pelo qual eles chegaram a esta sublime ocasião. Examinemos suas circunstâncias. Esses jovens devem ter sofrido muito ao verem seu país sendo conquistado, e terem sido exilados para um país pagão distante de Israel. Isso significava que estavam longe da terra que haviam herdado de Deus, e, além disso, distantes do templo – o lugar onde Deus habitava no meio d’Eles – e levados para um país estranho onde Deus não era temido. Poderia se pensar que essas últimas circunstâncias não seriam de grande importância para muitos dos Israelitas, uma vez que o exílio era justamente um castigo de Deus sobre Israel devido à sua incredulidade e idolatria. Mas aqueles três homens eram diferentes; eles faziam parte de um remanescente fiel. Isso pode ser visto em sua atitude quando se uniram a Daniel em seu propósito de não serem contaminados com a comida do rei de Babilônia. Eles renunciaram a única coisa que parecia ser atrativa aos homens exilados já que eles estavam no palácio de um rei hostil. Eles foram abençoados e, como todos puderam ver, sua saúde foi beneficiada por isso.
A fé e fidelidade deles, entretanto, são reveladas numa maneira muito mais forte mais tarde. Por todo o país, foi proclamado um decreto pelo qual, todos deveriam adorar a abominável estátua que havia sido levantada pelo rei, sob pena de morte para aqueles que desobedecessem. Em meio a todo o povo, vemos aqueles três homens permanecendo sós e fiéis a Deus, não dobrando seus joelhos diante do ídolo.
Por favor, considere, por um momento, o que significa permanecer firme quando todos os demais cedem, sozinhos em meio a uma nação hostil, e ameaçados com a pena de morte. O que você faria em tais circunstâncias?
A fé deles é levada a uma prova ainda mais extrema. Após haverem permanecido firmes para o Senhor diante do povo, são levados diante do rei onde são mais uma vez ameaçados e sua fé em Deus questionada. A resposta deles não tarda; é tão firme quanto fora antes. Confrontados com uma morte horrível, com a qual são ameaçados, eles continuam confiando totalmente em Deus sem medo de confiarem sua vida em Suas mãos. Quantos de nós, diante de um inimigo ameaçador, permaneceríamos confiando totalmente em nosso Pai?
E eles não apenas glorificam a Deus ao mostrarem sua confiança, mas vão mais além: estão prontos a morrer se essa for a vontade de Deus. Eles não se prostrarão diante do ídolo; eles não darão honra a uma obra de homens no lugar de Deus, e não desobedecerão a Deus. Que grande alegria esse sacrifício de Seus filhos deve ter sido para Deus! – “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos Seus Santos” (Sl 116:15) – Sem dúvida alguma, era “como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus” (Fp 4:18).
Os três jovens que desafiaram o rei pagão, são entregues a seus executores. Eles os amarram e os lançam na fornalha, superaquecida com a ira e o rancor que este mundo tem para com os filhos de Deus – “Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, aborreceu a Mim. Se vós fosseis do mundo , o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. Lembrai-vos da Palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu Senhor. Se a Mim Me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a Minha Palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do Meu nome; porque não conhecem Aquele que Me enviou” (Jo 15:18-21). – Até os homens que os empurram são mortos pelo calor das chamas. Humanamente falando, não há escapatória para os três crentes, mas Deus opera, e o incrédulo rei, amedrontado, é uma testemunha disso. Ele vê livres os homens que antes estavam amarrados. Eles estão caminhando nas chamas, sem sofrer dano algum, e com outra Pessoa em Quem o rei reconhece a deidade. Seu Deus não somente os livra, mas também os abençoa com Sua presença. Que grande gozo para aqueles homens desfrutar da companhia do Senhor; aquele momento de incomparável doçura entre as chamas da ira deste mundo hostil! Estamos prontos para desfrutar da presença do Senhor, em meio às circunstâncias adversas que nos cercam, ou as chamas preencherão a nossa visão e nos farão fugir? Mais do que isso, oferecemos nossa vida a Deus para Sua glória, ou desonraríamos a Deus por medo de perdê-la?
Quando são resgatados da fornalha, o rei de Babilônia, aquele grande rei e poderoso conquistador, é derrotado e glorifica a Deus. A grande fé e a grande confiança dos três jovens não somente glorificou a Deus em demonstrar temor e obediência a Ele, mas também em derrotar Seus adversários, os quais podem tão somente louvá-Lo e reconhecê-Lo.
Que grande vitória para a qual eles estavam dispostos a pagar um grande preço! Eles não foram como muitos de nós que, quando confrontados com alguma ameaça a nossas possessões ou à nossa segurança, recuamos em vez de olhar para Deus; ou como outros ao nosso redor, prostrando-se diante de alguma abominável estátua deste mundo. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5:21).
“Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 Jo 5:4).
J. Escuain S.
