Origem: Revista Palavras de Edificação 4

A Instituição Do Matrimônio

(Continuação Do Número Anterior)

O Lugar da Mulher no Lar 

As mulheres Cristãs mais velhas “ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada” (Tt 2:4-5).

O apóstolo Paulo tinha instruído Tito a ensinar os anciãos, as anciãs, e os jovens o que convinha fazer na vida, para que todos juntos pudessem mostrar a sua fé Cristã no dia a dia; mas, quando se tratava de ensinar as mulheres mais jovens, Tito deixaria isso às mulheres mais velhas. Tal maneira de atuar era necessária, para que Tito fosse guardado, do perigo sutil, de uma atenção indevida para com as jovens crentes. Na verdade, quanto prejuízo, entre os Cristãos, não tem resultado de aparentes boas intenções, de homens que tomam um interesse especial, no bem estar espiritual das jovens. Até a solicitude a respeito da salvação das jovens, está cheia de graves perigos para os servos do Senhor.

Há pois, uma função exclusiva das mulheres mais velhas (não é questão de ser muito mais velha, ou idosa, mas de ser “mais velha” em contraste com as que são mais jovens), é a de aconselhar as jovens, em como honrar a Deus na vida doméstica. A Palavra de Deus pode ser blasfemada se as mulheres Cristãs não cumprem com os seus deveres nos seus próprios lares.

O lugar apropriado, então, para as mulheres casadas é o lar, porque têm que ser “boas donas de casa” (Tt 2:4-5). Outra tradução há que diz: “diligentes no trabalho do lar” (Tt 2:4-5 – JND). E, contudo, as mulheres casadas, hoje em dia, até vão mais longe nos postos de trabalho que ocupam no mundo. É comum acontecer que as mulheres casadas continuem nos postos de trabalho que ocupavam quando eram solteiras, ou que voltem para eles pouco tempo depois de ter casado. Isto representa um perigo para sua vida Cristã, porque a sua maior responsabilidade deve ser a de serem cuidadosas “diligentes” – (JND) com o trabalho de casa, com os esposos e com os filhos, quando os tiverem.

O próprio apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo, disse que: as mulheres casadas tem que “governar a casa” e “não dar ocasião ao adversário de maldizer” (1 Tm 5:14). Ainda que, o esposo seja o cabeça da família, e, como tal, o responsável imediato pela condução do lar, contudo, há um lugar no qual a esposa é guia: é na condução do lar. Falamos já de esposos que descuidam de suas responsabilidades, diante de Deus, como cabeça da família, mas, por outro lado, sabemos de maridos que querem conduzir o trabalho das suas mulheres em casa, até os mínimos detalhes. Isto também não é correto.

Há dois perigos, característicos, para a esposa que trabalha fora de casa: primeiro é, o de inverterem os papéis no lar, e, a esposa pretender ou mesmo vir a tomar o lugar de chefia, e de responsabilidade que compete ao marido, que Deus destinou a este. O marido pode perder a noção das suas responsabilidades como chefe da casa; e a mulher, pelo fato de também ganhar dinheiro, pode vir a tomar rédeas de governo que não lhe competem, e que, não são uma ordem espiritual de acordo com Deus. O segundo risco que se corre é que, os ganhos adicionais que entram em casa, venham a elevar muito o nível de vida do casal, acima do que seria razoável, e depois, quando por algum motivo a mulher parar de trabalhar, há frequentemente discórdia, tristeza e frustração. Isto não se refere ao caso em que, a mulher tenha que trabalhar por verdadeira necessidade, quando os ganhos do marido sejam insuficientes.

Ainda, há outros perigos morais, nas relações públicas e sociais que a mulher estabelece fora do lar. Essas relações podem, no caso das mulheres que não vigiam espiritualmente, e que não têm uma vida de verdadeira comunhão com Deus, tornar-se motivo de tentação e de mundanismo, podendo cair em situações degradantes nos contatos com homens.

Os Cristãos acham-se por vezes em situações muito complicadas, donde não sabem como sair, porque não souberam ficar ou permanecer onde o Senhor os colocou. Abrão não estava preparado para a prova que encontrou no Egito em relação a sua esposa, pois chegou a cair na mentira (Gn 12:10-20). Mas, porque se encontrava ele no Egito? Deus o tinha chamado para viver em Canaã. É sempre bom orar: “não nos induzas à tentação” (Mt 6:13). Mas é necessário que não sejamos nós a procurá-la deliberadamente.

(Continua, Querendo Deus)

Ponto de Reflexão: 

A fé não despreza o perigo, pois sabe o que somos. Por outro lado, a fé não tem medo do perigo, pois sabe o que Deus é.

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