Origem: Revista Palavras de Edificação 44
O Espírito de Graça
Que Espírito Nós Manifestamos?
O Senhor prometeu estar perto de nós em certas condições de coração, pois Ele é compassivo. Ele diz, “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado” (Sl 34:18). Você já experimentou isto? Um coração quebrantado… quanto ele dói! Acaso isto produz um espírito contrito? Se assim for, a promessa é que o Senhor “salva os contritos de espírito. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas” (Sl 34:18-19).
“Há um espírito no homem” (Jó 32:8), diz Jó. Isso é verdadeiro a respeito de cada um de nós. A questão que desejamos considerar é: ‘Que espírito nós manifestamos, e que espírito deveria ser visto no Cristão?’ No mesmo versículo Jó acrescenta, “e a inspiração do Todo-Poderoso os faz entendidos” (Jó 32:8). Quão importante é que nos dirijamos à Palavra inspirada de Deus para o entendimento que todos nós precisamos!
Salomão pediu, “A teu servo pois dá um coração entendido… eis que Te dei um coração tão sábio e entendido” (1 Rs 3:7-12), e a ele foi dado por Deus, um coração sábio e entendido. Muito daquela sabedoria e entendimento está registrado na Palavra de Deus. Ele escreve: “Melhor é o longânimo do que o altivo de coração. Não te apresses no teu espírito a irar-te” (Ec 7:8-9). Muitas vezes o Cristão é provado nesses pontos. Que espírito manifestamos?
Outro versículo em Provérbios diz: “Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade” (Pv 16:32). Vemos também o oposto, triste figura, em outro versículo em Provérbios: “Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito” (Pv 25:28). Portanto, quão imensamente importante é, para cada um de nós, termos esse controle sobre nosso próprio espírito. Em 1 Coríntios a Palavra é: “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1 Co 14:32). Um profeta tem controle sobre seu próprio espírito.
Aos Seus próprios discípulos o Senhor diz em Lucas: “Vós não sabeis de que espírito sois” (Lc 9:55). Eles ainda não tinham aprendido o espírito de graça que o Senhor Jesus tinha vindo mostrar a todos: preciosa e maravilhosa; “a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1:17). Bem no começo de Seu ministério, em Sua própria cidade de Nazaré, a graça brilha intensamente. Ele fica em pé e lê uma porção de Isaías 61, anuncia o evangelho, e então fecha o livro, ficando sem ler os versículos concernentes ao juízo. “E todos Lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da Sua boca” (Lc 4:22). Portanto, assim foi com Jesus ao longo de todo o Seu ministério nos evangelhos. N’Ele temos um perfeito exemplo de um espírito de graça.
Todos os escritores do Novo Testamento (os apóstolos e profetas) aprenderam algo desse espírito de graça, e do livro de Lucas em diante eles escreveram acerca disso para nós.
Ainda aprendemos, sobre o espírito de graça, que: “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação” (2 Tm 1:7). Neste miserável mundo, é de suma importância para nós conhecermos e repousarmos neste completo suprimento que temos em Deus, “por Jesus Cristo” (Jo 1:17).
É também algo lindo vermos quando Pedro escreve de um “incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus” (1 Pe 3:4). Como encorajamento para aqueles em furiosa tribulação Pedro escreve: “Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus” (1 Pe 4:14).
O último versículo de Gálatas nos exorta, “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito” (Gl 6:18). Esta mesma exortação é repetida no último versículo de Filemom (Fm 1:25). Quão importante é isto para nós lembrarmos e praticarmos.
