Origem: Revista Palavras de Edificação 8

Contrastes Entre Israel E A Igreja

(continuação do número anterior)

O sacerdócio. 

Em Israel, o sumo sacerdote, o pontífice, era da tribo de Levi, dos descendentes de Arão. Foram feitos sacerdotes “sem juramento”. Tinham que oferecer sacrifícios, primeiro por si mesmos e depois pelo povo, repetindo isso frequentemente. Serviam, segundo o “mandamento da lei carnal”, nesta Terra. Devido à morte não podiam ser permanentes. Como eram homens “fracos” todos morreram.

A entrada na presença de Deus 

Em Israel ninguém podia entrar na presença de Deus; só o sacerdote e este ainda apenas uma vez por ano; e nem podia fazê-lo se não fosse com sangue, o qual ele “oferecia por si mesmo e pelos pecados do povo” (Hb 9:7). Nenhum outro israelita tinha liberdade para entrar na presença de Deus.

Que contraste com o privilégio e com a liberdade de entrada que todo o Cristão tem na presença do seu Senhor. E por que? Sim, porque o “sangue de Jesus Cristo”, foi derramado. “Tendo pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela Sua carne” (Hb 10:19-20).

O Sumo Sacerdote 

O sumo sacerdote de Israel era um homem pecador; tinha que oferecer sacrifícios por si mesmo; e com o tempo também morria.

Em contrapartida, o nosso Sacerdote, Jesus Cristo, foi “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; que não necessitasse, como os (outros) sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez Ele, uma vez, oferecendo-Se a Si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre” (Hb 7:26-28).

A morte, trazia fim à intercessão sacerdotal do pontífice em Israel. Mas o nosso Pontífice ressuscitado dos mortos, não morre mais; “portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7:25).

O sacerdote em Israel desempenhou as funções do seu sacerdócio na Terra; mas nós Cristãos “temos um Sumo Sacerdote tal, que está sentado nos céus à destra do trono da majestade” (Hb 8:1).

Para a Igreja o pontífice é o Filho de Deus. Segundo a carne, era da linhagem de Davi da tribo de Judá. Foi feito Sacerdote “com juramento”: “Jurou o Senhor, e não Se arrependerá: Tu és Sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110:4). Ele é “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores”.

Não teve que oferecer primeiro sacrifícios por Si mesmo, porque nunca pecou, nem por pensamentos, nem por palavras, nem por obras. Pelos pecadores ofereceu um “só sacrifício para sempre”, quando Se ofereceu “a Si mesmo”. Ele serve atualmente como Sumo Sacerdote “à direita do trono da majestade nos céus”, e “segundo a virtude da vida incorruptível”. Ele não morrerá nunca. “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7 a 10).

(continua, querendo deus)

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