Origem: Revista O Cristão – Propiciação e Reconciliação

Propiciação

Cristo permaneceu em nosso lugar, em certo sentido, em propiciação. No grande dia da expiação, Arão degolava o novilho e um bode, que era chamado de a sorte do Senhor, e aspergia o sangue sobre e diante do propiciatório e sobre o altar. O sangue era apresentado a Deus, cuja santa presença havia sido desonrada e ofendida pelo pecado. Assim, Cristo glorificou perfeitamente a Deus no lugar do pecado, por Sua perfeita obediência e amor a Seu Pai, ao ser feito pecado, Ele, que não conheceu pecado. A majestade, justiça, amor e verdade de Deus – tudo o que Ele é – foi glorificado na obra realizada por Cristo, e disso o sangue foi testemunha no próprio lugar santo. Nossos pecados deram ocasião a isso, mas o próprio Deus foi glorificado nisso. Portanto, o testemunho pode ser dado a todo o mundo que Deus está mais do que satisfeito, glorificado; quem quer que venha por meio desse sangue é livre e plenamente recebido por Deus e para Deus.

Mas não havia confissão de pecados sobre a cabeça deste bode; ele era pelo pecado por causa da pecaminosidade de Israel, mas era simplesmente sangue oferecido a Deus. O pecado havia sido tratado em juízo de acordo com a glória de Deus, sim, até a completa glorificação de Deus, pois nunca Sua majestade, amor e ódio ao pecado foram tão vistos. Deus podia resplandecer em favor do pecador que se voltava a Ele de acordo com o que Ele era; sim, na infinitude de Seu amor, ordena aos homens que voltem.

Além disso, no grande dia da expiação, o sumo sacerdote confessava os pecados do povo sobre o segundo bode, o bode expiatório, colocando as duas mãos sobre a cabeça do bode: os pecados pessoais eram transferidos para o bode por aquele que representava todo o povo, e eles se iam para sempre, nunca mais eram encontrados.

Os dois bodes são apenas um Cristo, mas há o duplo aspecto de Seu sacrifício, primeiro para com Deus (propiciação) e depois levando nossos pecados (substituição). O sangue é a testemunha da realização de tudo, e Ele entrou não sem sangue. Ele é a propiciação pelos nossos pecados. Mas nesse aspecto o mundo também entra. Ele é propiciação pelo mundo inteiro. Tudo o que era necessário foi feito. Seu sangue está disponível para o mais vil, seja quem for. Por isso, o evangelho ao mundo diz: “Quem quiser, venha”. Nesse aspecto, podemos dizer que Cristo morreu por todos, deu a Si mesmo em resgate por todos, um sacrifício adequado e disponível pelo pecado, para quem quer que venha – provou a morte por todo homem.

J. N. Darby (adaptado)

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