Origem: Revista O Cristão – O Propósito de Deus para a Igreja

A Noiva de Cristo

Vamos pensar no que a Igreja é para Cristo. “Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5:25). Seu serviço atual é separar a Igreja, por meio da revelação de Seu amor por ela, para que ela possa ser Seu tesouro peculiar (KJV – ou Sua propriedade peculiar – ACF) como a virgem desposada de Sua escolha. Ele, o Filho de Deus em Humanidade, terá uma noiva! Nós, os membros do Seu corpo, fomos escolhidos n’Ele antes da fundação do mundo, para compartilhar com Ele, em Humanidade, toda a Sua glória que Lhe foi dada, pelos séculos dos séculos.

A Igreja, como noiva, é o objeto de Seu amor. Esse amor foi provado até a morte, quando Ele, o eterno Filho de Deus, suportou a ira e o juízo de Deus, esgotando-os totalmente, para que não conhecêssemos nada daquelas ondas e vagas. Por isso, Ele revelou as profundezas do seio divino, ao mesmo tempo em que fez expiação pelos pecados de acordo com a santidade de Deus. A própria linguagem é insuficiente para descrever o sofrimento daquelas três horas de trevas quando a ira de Deus caiu sobre Ele. Ele sofreu tudo isso para que pudéssemos conhecer o seio divino em toda a sua bem-aventurança, como a fonte da qual recebemos graça e fomos feitos herdeiros juntamente com Ele. Cristo em ressurreição é o começo de uma nova criação. A Igreja, Sua noiva, compartilha Sua liderança sobre todas as coisas.

Enquanto nos regozijamos com a verdade de que “o Filho de Deus, o Qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2:20), como indivíduo, nunca esqueçamos o que a Igreja é para Cristo, coletivamente. Todo aquele que é habitado pelo Espírito agora faz parte do corpo de Cristo. Quão rica é a revelação dessa bem-aventurança! Paulo a recebeu por revelação de Cristo em glória (Ef 3:1-10). Ele nos fala da preciosa expressão disso no partir do pão, quando o pão está inteiro sobre a mesa fala ao nosso coração do nosso lugar como membros do Seu corpo, enquanto o pão partido nos fala da Sua morte, pois “Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5:25).

A glória de Sua herança 

A Igreja, unida a Cristo em glória, é absolutamente celestial em chamado e esperança. Agora estamos reunidos a um Cristo rejeitado (Jo 12:32); na Sua vinda, seremos reunidos a um Cristo glorificado (Ef 1:10). A vida que recebemos é celestial em sua fonte (1 Jo 1:1-3). O objetivo dessa vida é Cristo em glória (Filipenses 3). A esperança dessa vida é sermos “glorificados” com Ele (Rm 8:17). A Igreja será a Eva em Seu paraíso, a rainha em Seu trono, a glória mais rica e resplandecente da herança que Ele conquistou. Ao chamar alguém para fora do mundo, Ele os confia a Seu Filho, para serem um com Ele em pensamento, desejo e esperança agora e, por fim, para serem glorificados juntamente com Ele em Sua glória! Oh, que nossa alma não perca a preciosidade do que a Igreja é para Ele!

A visão da glória vindoura 

A verdade da Igreja como noiva de Cristo em glória foi “oculta em Deus” e dada ao apóstolo Paulo por revelação (Ef 3). É aquela “coisa melhor” da qual lemos em Hebreus 11:40. Não deveríamos valorizar essa preciosa revelação e irromper em louvor ao descobrir o segredo revelado de tanta graça infinita que nos tornou herdeiros com Ele de toda a vasta cena da nova criação?

Na Epístola aos Efésios, somos vistos como já assentados com Cristo em lugares celestiais, enquanto aguardamos o tempo em que Ele, “para a administração da plenitude dos tempos; encabeçar todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas sobre a Terra” (Ef 1:10 – JND). Oh! Amados santos de Deus, pense n’Aquele bendito Homem na glória, esperando tomar Sua herança até que Ele tenha Sua noiva! Seus santos, agora unidos a Ele como membros de Seu corpo, hão de ser apresentados a Ele como “Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante” (Ef 5:27)! Vivificados “juntamente”, temos vida em Cristo ressuscitado, “ressuscitados” pelo Espírito unido a Cristo em glória, que em breve seremos “glorificados” juntamente com Ele. Paulo então olha e vê Cristo como o Cabeça sobre toda a nova cena da glória da criação. Ele, que é o Noivo da Igreja, terá Sua noiva, como a rainha desposada de Sua maravilhosa graça, para assentar-se com Ele em Seu trono e compartilhar toda a glória dessa nova criação com Ele para todo o sempre. Então Ele será coroado com muitas coroas, enquanto louvor eterno emanará de toda a multidão redimida. O céu e a Terra irromperão em Seu louvor.

H. E. Hayhoe (adaptado)

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