Origem: Revista O Cristão – As Sete Declarações do Senhor na Cruz Parte 1
Olhando para Cristo na Prática
Como consequência prática de olhar para Cristo, sou transformado à Sua semelhança – “Mas todos nós, contemplando a glória do Senhor com rosto descoberto, somos transformados conforme a mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Co 3:18 – JND). Será que meu coração ainda diz: “Ah, mas eu não vejo, e não posso ver, essa semelhança em mim mesmo”? Não, mas você vê Cristo, e isso não é melhor? Não é o meu olhar para mim mesmo, mas o meu olhar para Cristo que é o meio designado por Deus para o meu crescimento à semelhança de Cristo. Se eu quisesse copiar a obra de algum grande artista, faria isso fixando os olhos na minha cópia e me lamentando pela tentativa fracassada que eu teria sucesso? Não, mas sim olhando para o meu modelo, fixando o olhar nele, percorrendo os vários pontos e absorvendo a essência da obra. Perceba o conforto disso! Tendo o Espírito Santo revelado Cristo à minha alma em glória como a garantia da minha aceitação, posso olhar sem medo e, portanto, firmemente, contemplar essa glória e regozijar-me com a medida do seu resplendor. Estêvão (Atos 7), cheio do Espírito Santo, pôde olhar firmemente para o céu (sem dúvida, no caso dele, com um poder extraordinário) e ver a glória de Deus. Ele viu Jesus em pé à mão direita de Deus, e o Seu rosto resplandecia como o de um anjo. E veja a morte dele. Assim como o seu Mestre, ele ora por aqueles próprios que o apedrejavam. Estêvão morreu dizendo: “Senhor, não lhes imputes este pecado”; Cristo morreu dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Em Estêvão havia a expressão do amor de Cristo pelos seus inimigos. Pelo Espírito Santo ele foi transformado, e isso de uma forma muito bendita também, à mesma imagem.
