Origem: Revista O Cristão – As Sete Declarações do Senhor na Cruz Parte 1
Sete Coisas que Jesus Falou na Cruz
O Homem perfeito
- Ao Seu Pai: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
Gracioso, perdoador e consciente de que tudo estava ordenado, ainda assim Judas foi responsabilizado por Sua traição (Lc 22:22). Embora Ele tenha perdoado, Mateus 27:25 nos diz que os Judeus tomaram para si a culpa de própria vontade.
- Ao ladrão: “Hoje estarás Comigo no paraíso” (Lc 23:43).
Este foi o primeiro homem a ter certeza de que passaria a eternidade com Deus no céu. Jó e outros falaram da ressurreição (Jó 19:25-27), mas com conhecimento limitado. O Senhor, ainda na cruz, antes de morrer, confirmou a este pobre pecador que lhe estava garantido o paraíso em comunhão com Ele.
- À Sua mãe e a João: “Mulher, eis aí o Teu filho!… Eis aí Tua mãe!” (Jo 19:26-27).
A ternura do Senhor Jesus, sabendo da dor que Sua mãe sentiria (Lc 2:35) ao ver seu Filho primogênito sofrendo e morrendo pelas mãos de um homem injusto, colocou nas mãos de João a responsabilidade de cuidar dela e confortá-la. Isso mostra perfeitamente a importância de manter nossos relacionamentos humanos e familiares. Ele estava tratando “dos negócios de (Seu) Pai” (note que José não é mencionado como Seu pai), mas com Sua terna compaixão cuidou dela.
- A Deus em alta voz: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt 27:46).
Percebendo o terrível juízo de ser punido pelo pecado, Aquele que não conheceu pecado pronunciou essas palavras ao final das três horas de trevas (a nona hora). O único e perfeito Homem justo sobre a Terra foi desamparado por Deus. Não foi o pensamento da morte ou do sofrimento que O levou a clamar, mas sim o abandono por parte do Deus santo.
- A todos os que puderam ouvir: “Tenho sede” (Jo 19:28).
Isso foi dito para que a Escritura fosse cumprida (Sl 69:21). Também apresenta um pequeno retrato do terrível sofrimento de Sua morte. Depois de todos os açoites, falsas acusações, vergonha, zombaria, agonia dos pregos cravados em Suas mãos e pés e a dor agonizante da crucificação. Ele também teve que suportar uma sede terrível.
- A todos os que puderam ouvir: “Está consumado” (Jo 19:30).
Após receber o vinagre, Ele clama essas palavras de vitória, inclina Sua cabeça e, entregando o espírito, morre. Ele afirma que a obra na cruz está consumada. Nenhum outro sofrimento (oferta) pelo pecado jamais será requerido (Hb 10:18). Ele sabia o que era exigido na cruz, o sofrimento que isso implicaria (Jo 18:4), e quando tudo foi plena e perfeitamente completado, Ele, sabendo disso, entregou o Seu espírito. E isso não foi um fardo leve a carregar, pois Ele sofreu pelas mãos de um Deus justo toda a ira e o completo castigo, medidos com justiça, por todo o pecado do mundo (Jo 1:29).
- Ao Seu Pai com grande voz: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito” (Lc 23:46).
Isso possivelmente é o mesmo que em Mateus 27:50, onde Ele clama com grande voz. Foi o ato final do Senhor Jesus como Homem. Ele sabia que Seu corpo iria para a sepultura por três dias, mas Seu espírito estaria com o Pai.
