Origem: Revista O Cristão – As Sete Declarações do Senhor na Cruz Parte 2

Abandonado por Deus

Nunca encontramos na Escritura o pensamento de a ira do Pai estar sobre o Filho do Seu amor. Para mim, a grande força do Salmo 22 é esta: que o Filho do Homem não abandonou nem Se esqueceu de defender a glória de Deus (Elohim), justamente quando Deus O abandonou, por Ele ter tomado sobre Si o nosso juízo – tendo sido feito pecado por nós. A cena não foi, em nenhum sentido, de gozo para o Senhor Jesus, porém, o não abandonar a Deus, quando Deus, por causa do nosso pecado, teve que abandoná-Lo, provou que Ele era Deus e que as fontes eternas estavam n’Ele mesmo. Ele sabia Quem Ele era, e sabia que ninguém além d’Ele, como Homem, poderia passar pelo que Ele havia Se comprometido a passar. Ele ainda era “o Unigênito, que está no seio do Pai”. Portanto, não se podia dizer que “o rosto do Pai, como Pai, estava escondido de Seu próprio Filho”.

G. V. Wigram

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