Origem: Revista O Cristão – As Sete Declarações do Senhor na Cruz Parte 2

Está Consumado – Traz Segurança

Quantos Cristãos professos encontramos que não desfrutam verdadeiramente da certeza de sua salvação e da paz com Deus! Essa incerteza marca a condição de classes tão diversas: a multidão dedicada a práticas ritualísticas; a grande multidão que meramente frequenta este ou aquele lugar por modismo; outros constantemente ocupados com seus sentimentos; outros bem instruídos e familiarizados com doutrinas estéreis. Contudo, todos eles, igualmente, estão tristemente inseguros quanto ao seu interesse pessoal em Cristo. Gostaríamos de levar esta pergunta diretamente ao coração do leitor: Você está em paz com Deus? Não suponha, nem por um momento, que ninguém possa ter essa certeza antes do dia do julgamento. Basta lermos as epístolas para vermos que essa certeza era o privilégio desfrutado por todos os que criam em Deus.

Não, o evangelho de Deus não diz respeito a sacramentos e cerimônias, ou a ações e sentimentos, mas diz respeito a Seu Filho. E assim o apóstolo pregou em Tessalônica: “Expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo” (At 17:3). Agora, a respeito daqueles que creram, o apóstolo diz: “Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus; porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza” (1 Ts 1:4-5). Acaso havia algo peculiar na maneira como eles creram nessa pregação? Sim, havia. O apóstolo diz: “Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes” (1 Ts 2:13).

Nenhum outro meio 

Não havia outro meio pelo qual Deus pudesse ser Justo ao perdoar pecados, senão por meio da morte expiatória de Cristo. Aqui, neste evangelho, Cristo é apresentado diante de vocês. Ele precisava sofrer. Ele sofreu. Está consumado.

E agora, mais do que isso: o homem está tão completamente perdido e arruinado no pecado, que é preciso haver uma nova criação – um último Adão – Cristo ressuscitado dentre os mortos, o princípio da criação de Deus. Ele precisava não somente fazer a propiciação pelos pecados por meio de Seu sofrimento e morte; mas também havia a necessidade de Sua ressurreição dentre os mortos. Ele foi entregue por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. E, crendo em Deus, somos justificados, isto é, considerados justos. O que dá segurança é isto: que essa salvação é inteiramente de Deus. É a justiça de Deus em nos justificar pela morte e ressurreição de Cristo. Assim foi com esses jovens na fé. Eles creram em Deus; creram que Jesus precisava sofrer, precisava morrer por seus pecados, o Justo pelos injustos. Eles receberam esse precioso Cristo ressuscitado – “E este Jesus, que vos anuncio é o Cristo”.

Muita segurança 

Não é evidente que, recebendo tudo isso como a Palavra de Deus, e não como a palavra do homem, eles deviam ter muita segurança? Não é igualmente evidente que, se você não tem a mesma certeza da sua salvação, e de que ela vem inteiramente de Deus, você não recebeu a verdade do evangelho como vinda de Deus?

Você ainda não considera sua situação tão ruim a ponto de ter que abandonar toda vã esperança de melhoria pelo ritualismo, por suas ações ou sentimentos, e aceitar o testemunho de Deus quanto à absoluta necessidade da morte de Jesus. “Por Este (Jesus) se vos anuncia a remissão dos pecados. E por Ele é justificado todo aquele que crê”. Talvez digamos: “Não pode ser somente por meio de Jesus. Deve ser em parte por mim mesmo, minhas orações, minhas lágrimas, meus jejuns, meus sentimentos, minhas ações”. Ah, esse não era o evangelho de Deus pregado em Tessalônica. Não, era Cristo; Cristo, que uma vez foi morto, e que agora está vivo novamente. E também, “como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a Seu Filho, a Quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura”.

Ações e sentimentos 

Ora, o efeito de depender de nossas ações e sentimentos não é exatamente o oposto de tudo isso? Em vez de se converterem dos ídolos a Deus, os homens estão se afastando rapidamente de Deus para os ídolos. Outros, confiando em sentimentos, e não em Cristo. E outros sempre orarão: “No dia do juízo, bom Senhor, livra-nos”. Que erro fatal! Se não formos lavados agora no sangue do Cordeiro, então será tarde demais para sempre. “Já não resta mais sacrifício pelos pecados” (Hb 10:26).

Sim, o efeito é verdadeiramente maravilhoso quando o coração se abre para receber a Palavra de Deus. Bem certo é que, se Ele nos imputa os nossos pecados, estamos perdidos para sempre. Não diga, então: “Não sei o que fazer para estar em paz com Deus”. Tudo já foi feito há muito tempo. Jesus já disse, “Está consumado”. Deus aceitou o sacrifício expiatório. Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a Minha palavra e crê n’Aquele que Me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5:24 – ARA).

Há algo tão importante ou tão abençoado quanto crer em Deus? Conhecer a Ele, a Quem conhecer é a vida eterna? Lembre-se, tudo já está feito. Aquele que disse: “Está consumado”, mostra as mãos e o lado e diz: “Paz seja convosco”. Que paz! Paz feita pelo Seu sangue, paz com Deus; descanso em Deus para sempre. A Ele seja todo o louvor!

Things New and Old, Vol. 22 (adaptado)

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