Origem: Revista O Cristão – O Valor das Provações
As Provações da Pobreza e das Riquezas
“Não me dês nem a pobreza nem a riqueza” foi um pedido sábio, e “contentando-vos com o que tendes” é muitas vezes uma imposição necessária, pois nem sempre estamos conscientes de que Ele disse: “Não te deixarei, nem te desampararei”. Ninguém, talvez, conheça as provações relacionadas com a pobreza ou as riquezas, além daqueles que são realmente levados a tais circunstâncias. Mas muitos do povo do Senhor têm sido provados por uma ou pela outra. A pobreza é facilmente entendida como uma provação. Quando ela realmente acontece, sua pressão é profundamente sentida. Ser rico é mais agradável ao egoísmo humano e, muitas vezes, dá ao rico um lugar de honra e distinção entre os homens, de modo que só é percebida como sendo uma provação por aqueles cujas consciências são exercitadas diante do Senhor.
Pobreza
Na pobreza, se Deus não for o refúgio e a força, se não houver confiança n’Ele para sustento e livramento, o coração logo se torna desanimado ou ocupado para inventar artifícios, às vezes não muito honrados, para forçar um meio de escape. Esforços desse tipo, sob tais circunstâncias, não são de modo algum incomuns. Eles podem acabar com a natureza dolorosa da provação e muitas vezes são alegados para justificar caminhos de incredulidade. Mas a sabedoria mundana não é a sabedoria que vem de cima, nem a tática carnal é segundo o padrão da graça e da verdade que vieram por Jesus Cristo. Os artifícios da incredulidade apenas aleijam a fé e, mais cedo ou mais tarde, trazem desonra ao nome do Senhor. Um senso da graça de Deus em não ter poupado o Seu próprio Filho, mas em tê-Lo entregue por todos nós, frequentemente desperta a fé e envergonha a incredulidade. Mas quantos desonraram o Senhor em tempos de pobreza!
Prosperidade
Na prosperidade terrenal, se Deus não for ouvido e obedecido, alguns poderão ter que aprender dolorosamente que a riqueza “fará asas e voará ao céu como a águia”, ou seu caminho pode ser assolado por humilhações, desapontamentos, magreza espiritual e arrependimentos, com a fé enfraquecida e a esperança tristemente diminuída.
Só é feliz a alma que sabe que ela é do Senhor e pode verdadeiramente dizer: “o Qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim”. Assegurado pela Palavra de Deus que ele é aceito no Amado e amado pelo Pai como Ele ama o Filho, ele entra na verdade que ele é mantido aqui apenas para fazer Sua vontade. Para tal, toda questão se resolve nisto: Qual é a vontade do Senhor? O coração dependente e obediente não vive para si mesmo, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por nós.
Talvez não exista uma prova maior à qual um filho de Deus possa ser exposto do que o rápido influxo de riqueza. Poucos têm sido capazes de suportar isso. Muitos têm caído gravemente com isso. Alguns foram atraídos de volta ao mundo, que durante algum tempo pareciam ter corrido bem em caminhos de separação dele, enquanto outros que iniciaram essa nova responsabilidade como mordomos de Deus têm crescido para buscar um lugar de honra entre os homens por meio dela.
De fato, qualquer que seja nossas circunstâncias, todo o povo de Deus tem dolorosamente de aprender que em nós, isto é, em nossa carne, não habita bem algum, e que não podemos produzir fruto, a não ser que permaneçamos em nosso Senhor Jesus. Nada mais pode nos preservar no caminho que glorifica a Deus.
Things New and Old
