Origem: Revista O Cristão – A Voz e A Vontade do Senhor

A Mensagem de Ageu

Obediência à voz do Senhor 

Em Ageu 1:12-15, temos o efeito da mensagem enviada pelo Senhor por meio do profeta. Desde Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, até o mais humilde do povo, a obediência à voz do Senhor foi prestada de comum acordo. A palavra do profeta tinha sido poderosa; cada coração reconheceu a verdade de sua mensagem e as reivindicações de seu Deus. E é importante notar, como um princípio afirmado em todos os lugares nas Escrituras, que a voz do Senhor está ligada às palavras do profeta (v. 12). Quando Deus envia um mensageiro, Ele Se agrada em Se identificar com Seu servo. Nosso bendito Senhor disse assim a Seus discípulos: “Na verdade, na verdade vos digo: Se alguém receber o que Eu enviar, Me recebe a Mim, e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou” (Jo 13:20; veja também Mateus 10:40-42). Assim, em nossa passagem, está escrito: “e todo o restante do povo obedeceram à voz do SENHOR seu Deus, e às palavras do profeta Ageu, assim como o SENHOR seu Deus o enviara”. Esta é uma consideração solene para o povo de Deus, pois o inverso é verdadeiro, pois se alguém que seja realmente enviado pelo Senhor é rejeitado, é o Senhor que é rejeitado na pessoa de Seu servo (Mt 25:41-45). Não que todo aquele que afirma ser enviado por Deus deva ser recebido como tal, pois o teste é: “Aquele fala as palavras de Deus”? (Jo 3:34) Somos ensinados em outro lugar que “muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”, mas é exatamente por isso mesmo que a responsabilidade recai sobre os santos de provar “se os espíritos são de Deus” (1 Jo 4:1). Os apóstolos podiam dizer: “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro” (1 Jo 4:6). Eles podiam adotar essa posição porque eram homens inspirados e, portanto, tinham a infalível Palavra da verdade em seus lábios. Nenhum servo, por mais devotado que fosse, poderia agora adotar essa linguagem, mas poderia aplicar o princípio à mensagem que transmitia, se essa mensagem fosse de fato a pura Palavra de Deus. Embora essas limitações sejam necessariamente impostas em nossas circunstâncias atuais, não nos esqueçamos de que o Senhor, nestes últimos dias, envia Seus servos com mensagens a Seu povo, e onde quer que a alma esteja na presença de Deus, elas serão prontamente discernidas. Portanto, não é menos grave agora do que em qualquer época passada fazer ouvidos surdos às palavras de admoestação e advertência que eles possam proferir. Olhe para o caso diante de nós. Não eram Zorobabel e Josué os líderes do povo? E quem foi Ageu? Por que ele deveria se opor a todos eles? Por que ele deveria encontrar tantas falhas e profetizar coisas tão amargas? E o que ele tinha a recomendar a si mesmo à atenção do povo? Ele evidentemente não tinha berço ou posição social, pois sua ascendência e genealogia não são registradas. Ele tinha apenas uma qualificação. Não era sua posição, seu ofício ou seu dom; era simplesmente o fato de que ele foi enviado pelo Senhor seu Deus. Portanto, agora as únicas perguntas para qualquer um de nós, quando um servo professo de Deus está diante de nós, são: Ele foi divinamente enviado? Ele fala a Palavra do Senhor?

E. Dennett

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