Origem: Revista O Cristão – A Voz e A Vontade do Senhor
A Santa Vontade de Deus
Deus expressou o desejo de Seu coração por um “homem conforme o Meu coração, que executará toda a Minha vontade” (At 13:22), e Ele teve esse desejo satisfeito pelo bendito Senhor Jesus, que disse: “Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu” (Sl 40:8). “o Qual Se deu a Si mesmo por nossos pecados… segundo a vontade de Deus nosso Pai” (Gl 1:4), e ensinou Seus discípulos a orar: “Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no céu” (Mt 6:10).
Nenhuma vontade adversa no Homem Cristo Jesus jamais guerreou contra a vontade de Deus; nenhum pensamento pecaminoso ou desejo egoísta jamais maculou a fragrância de Sua vida. Circunstâncias angustiantes serviram apenas para mostrar a perfeição de Seu coração. Ele expressou docemente Sua submissão à vontade de Deus: “Sim, ó Pai, porque assim Te aprouve” (Mt 11:26).
Para aqueles que Ele redimiu, Ele revela os maravilhosos deleites que fluem para eles da vontade de Deus, declarando que “qualquer que fizer a vontade de Meu Pai que está nos céus, este é Meu irmão, e irmã e mãe” (Mt 12:50). Assim, Ele proclamou o caráter afetuoso do relacionamento espiritual, usando apenas os laços naturais mais queridos, para ilustrar a santa intimidade entre Ele e os Seus – mais preciosos do que o mais próximo dos laços naturais.
Seu alimento
“Minha comida é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou” (Jo 4:34), também é o alimento necessário para nutrir a vida do crente. Como um teste da realidade da fé, nosso Senhor declarou: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt 7:21). Suas palavras asseguram a toda alma verdadeiramente confiante que a vontade de Deus garante a segurança eterna. “A vontade do Pai que Me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que Me deu se perca… a vontade d’Aquele que Me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê n’Ele, tenha a vida eterna” (Jo 6:39-40). Está registrado (Sl 40:6-8) que nenhum serviço (sacrifício ou ofertas) poderia se comparar à submissão do Senhor Jesus à vontade de Deus. Os crentes também encontram seu “deleite” em tal sujeição à vontade de Deus. Os servos de Seu gracioso propósito devem ser encontrados “fazendo de coração a vontade de Deus” (Ef 6:6).
Provando a vontade de Deus
O “experimentar” a “boa, agradável e perfeita vontade” de Deus (Rm 12:2) está condicionada à “apresentação do nosso corpo em sacrifício vivo” – sendo “cheios do conhecimento de Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência [entendimento – ARA] espiritual” (Cl 1:9) – permanecendo “firmes, perfeitos e consumados [convencidos – TB] em toda a vontade de Deus” (Cl 4:12): “regozijando-nos sempre”, orando “sem cessar”, dando graças “em tudo”, segundo “a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5:18).
Tenha certeza de que tal conformidade com a vontade de Deus é inatingível por meras resoluções ou esforços pessoais, mas com que certeza podemos confiar que o Espírito “segundo Deus intercede pelos santos” (Rm 8:27)! Também podemos confiar no poder de Deus “que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2:13). Deus concedeu uma garantia de total cumprimento; Seus termos são simples, mas excluem a dependência em qualquer coisa além daquilo que a fé se apropria. Se nos entregarmos à Sua direção bendita, provaremos o resultado feliz. O desejo de Deus é nos tornar perfeitos, “em toda a boa obra, para fazerdes a Sua vontade, operando em vós o que perante Ele é agradável por Cristo Jesus, ao Qual seja glória para todo o sempre” (Hb 13:20-21). Regozije-se porque “Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará” (Fp 1:6).
Para um exemplo diferente do bendito Senhor, a Palavra testifica do apóstolo Paulo: “O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a Sua vontade… hás de ser Sua testemunha” (At 22:14-15). Ele abandonou a obstinação quando clamou: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9:6). Ele registrou em cinco de suas epístolas o seu apostolado pela vontade de Deus. Registrou até mesmo sua jornada pela vontade de Deus (Rm 1:10; 15:32).
Para uma visão clara da sã doutrina, devemos também prestar atenção a João 7:17- ARA: “Se alguém quiser fazer a vontade d’Ele, conhecerá a respeito da doutrina”. Subscrevendo de coração o fato solene de que há apenas uma vontade soberana no vasto universo, Jesus Se rendeu à vontade de Deus. “Cristo não agradou a Si mesmo” (Rm 15:3), então a medida da obediência da alma à vontade de Deus é Cristo.
Vontade própria
Não haverá vontade própria no céu, e lá somente a felicidade completa será conhecida. Não haverá nada além de vontade própria no inferno e consequente choro e lamentação. Tais realidades devem impressionar nossa alma a rejeitar as ofertas do príncipe das trevas, lembrando-nos de que toda vez que a vontade própria governa, pagamos o preço, como Jonas pagou. Parece custoso renunciar à nossa própria vontade, mas isso só acontece se não conseguirmos antecipar a vantagem eterna:
“Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2:17).
“E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa” (Hb 6:15 – ARA).
“A glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8:18).
Enquanto isso, aqui e agora, temos a bendita certeza de que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Rm 8:28).
A calma de uma alma que repousa na vontade de Deus é indescritível. O Salvador disse, e nós também podemos dizer: “Deleito-me em fazer a Tua vontade”. Essas são palavras deliciosas aos ouvidos d’Ele e do nosso amoroso Pai. Nosso deleite em satisfazer o Seu desejo será verdadeiramente evidenciado por nossa humilde sujeição e nosso feliz reconhecimento de Sua bendita vontade, e esse é, sem dúvida, o caminho da bênção. Em meio a todas as incertezas da vida, que tenhamos em vista essa sublime estabilidade sobre a qual temos a garantia de nosso Deus.
“O Meu conselho subsistirá [permanecerá de pé – ARA], e farei toda a Minha vontade… Eu o disse, Eu também o cumprirei; formei este propósito, também o executarei” (Is 46:10-11 – TB).
