Origem: Livro: Dicionário Bíblico Conciso

Conhecimento

[geral]

Existem várias palavras gregas traduzidas como “saber” ou “conhecer”, as principais são:

  1. οῖδα – oída, significando “conhecimento consciente interior” na mente; e
  2. γινώσκω – ginōskō, significando “conhecimento objetivo”. Este último passa para a consciência, mas não vice-versa. Existem várias passagens no Novo Testamento em que ambas as palavras ocorrem, um estudo das quais mostrará que as palavras não são usadas de forma indiscriminada e precisam ser cuidadosamente consideradas[72].
  3. [72] N. do T.: A nota de rodapé “a” em 1 Coríntios 8:1 da tradução de J. N. Darby traz: “Duas palavras gregas são usadas para ‘conhecer’ no Novo Testamento – ‘ginosko’ e ‘oida’. Ginosko significa conhecimento objetivo, aquilo que um homem aprendeu ou adquiriu. A expressão ‘estar familiarizado com’ talvez transmita o significado. Oida transmite o pensamento daquilo que é interior, a consciência interior da mente, conhecimento intuitivo não diretamente derivado do que é externo. A diferença entre as duas palavras é ilustrada em João 8:55: “E vós não O conheceis (ginosko), mas Eu conheço-O (oida); em João 13:7: “O que Eu faço não o sabes (oida) tu agora, mas tu o saberás (ginosko) depois”; e em Hebreus 8:11: “E não ensinará … dizendo: conhece (ginosko) o Senhor; porque todos Me conhecerão (oida).

Mateus 24:43 – AIBB: Sabei², porém isto, que se o dono da casa soubesse¹ a que vigília da noite havia de vir o ladrão. A mesma distinção ocorre em Lucas 12:39.

Marcos 4:13 – KJV: “Não conheceis1 esta parábola? e como então sabereis² todas as parábolas?”

João 7:27: “Todavia, bem sabemos¹ de onde Este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá² de onde Ele é”.

João 8:55. “E vós não O conheceis², mas Eu conheço¹-O; e, se disser que não O conheço¹, serei mentiroso como vós; mas conheço¹-O e guardo a Sua Palavra”.

João 13:7: “O que Eu faço, não o sabes¹ tu, agora, mas tu o saberás² depois”.

João 21:17: “Senhor, Tu sabes¹ tudo; Tu sabes² que eu te amo”.

Romanos 7:7: “eu não conheci² o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria¹ a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás”.

1 Coríntios 8:1-2: “Sabemos¹ que todos temos ciência² (ou conhecimento). A ciência² incha, mas o amor edifica. E, se alguém cuida saber¹ (alguns editores alteram isto para ²) alguma coisa, ainda não sabe² como convém saber²”.

2 Coríntios 5:16: “Assim que, daqui por diante, a ninguém conhecemos¹ segundo a carne; e, ainda que também tenhamos conhecido² Cristo segundo a carne, contudo, agora, já O não conhecemos² desse modo”.

Hebreus 8:11: “E não ensinarádizendo: Conhece² o Senhor; porque todos Me conhecerão¹, desde o menor deles até ao maior”.

1 João 2:29: “Se sabeis¹ que Ele é justo, sabeis² que todo aquele que pratica a justiça é nascido d’Ele”.

1 João 5:20: “E sabemos¹ que já o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos² o que é verdadeiro”.

Ambas as palavras são empregadas para o conhecimento que o Senhor tinha. Em Mateus 12:14-15, Jesus sabia² (que eles estavam tramando para O matarem). E em Mateus 12:25 Jesus conhecia¹ seus pensamentos – tinha o conhecimento consciente deles. A respeito do nosso conhecimento da Pessoa de Cristo, em Lucas 10:22, ninguém conhece² Quem é o Filho senão o Pai; mas em Mateus 11:27, que é uma passagem paralela, nenhuma das palavras acima são usadas, mas ἐπιγινώσκω – epiginōskō, que implica um certo conhecimento objetivo, não um mero conhecimento de uma pessoa. O conhecimento que é parcial, e que deve desaparecer, é o conhecimento objetivo (1 Co 13:8-9); não o conhecimento consciente interior. Em 1 Coríntios 13:12 é o conhecimento real no futuro, ἐπιγινώσκω – epiginōskō. Ambas palavras – tanto oída quanto ginōskō – frequentemente ocorrem separadamente no evangelho e nas epístolas de João, e seu uso pode ser proveitosamente estudado em um Testamento grego ou Concordância. Veja: Apêndice nº 48.

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