Origem: Livro: Dicionário Bíblico Conciso

41. Comum, Imundo, Contaminado, Profano.

As palavras βέβηλοςbebélos (g952) e κοινόςkoinos (g2839), embora de significado semelhante, têm aplicações diferentes. Ambas parecem ter começado com a significação “comum”.

bebélos está conectada com bélos, “um limite” que pode ser ultrapassado por todos os que chegam e ser assim contaminado. Ela contrasta com um local sagrado ou santuário, que é fechado e protegido de profanação. Na LXX, ocorre uma vez no sentido de “comum”: pão comum em contraste com os pães da proposição no tabernáculo (1 Sm 21:4). No Novo Testamento é sempre “profano”. Representa aqueles para quem a lei foi feita, 1 Tm 1:9; três vezes caracteriza clamores ou conversas vãs (1 Tm 4:7, 6:20; 2 Tm 2:16); e em Hb 12:16 descreve Esaú como uma pessoa profana.

koinos também é usada na LXX para “comum”, mas mais no sentido de comunhão: assim, “teremos todos uma só bolsa” (Pv 1:14); um homem mau não faz nada para o bem comum, Pv 15:23[186]. Também é empregada para significar uma casa “ampla ou aberta”, como se fosse acessível a todos, Pv 21:9[187], 25:24[188]. A palavra é usada apenas nesses sentidos na LXX.
[186] N. do T.: A LXX traz Pv 15:23 como “O homem mau de maneira alguma irá atender a um conselho, nem dirá algo com temperança ou útil ao bem comum”.
[187] N. do T.: A LXX traz Pv 21:9 como “Melhor é morar num canto do terraço do que em quartos bem acabados, em uma casa ampla, junto com a injustiça”.
[188] N. do T.: A LXX traz Pv 15:23 como “É melhor morar em um canto do sótão do que com uma mulher rixosa numa casa ampla”.

No Novo Testamento também ocorre no sentido de que “tinham tudo em comum” (At 2:44, 4:32); “a fé comum” (Tt 1:4); e a “salvação comum” (Jd 3 – ARF). Pode significar “imundo” em referência aos animais proibidos pela lei de servirem como alimento, ou aos gentios em contraste com os judeus (At 10:14, 28); eles não eram santificados. É traduzida “imunda” com respeito à comida (Rm 14:14); Em Mc 7:2, em relação às mãos sujas, a tradução é “impuras”; e um apóstata trata virtualmente o sangue de Cristo como algo “profano [comum – JND] (Hb 10:29).

Será visto, no que respeita aquilo que é profano ou impuro, que bebélos se refere ao que é moral, enquanto koinos provém mais do que é cerimonial.

Um exemplo interessante do uso dessas palavras ocorre na acusação feita contra Paulo de profanar o templo trazendo gregos para seu interior. Os judeus usam a forma verbal de koinos, mas Tértulo, diante do governador romano, usa a forma verbal de bebélos (At 21:28, 24:6).

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