Origem: Livro: Aos Pais de Meus Netos

3) o Carcereiro de Filipos

Mas devemos olhar adiante para as famílias que o Espírito está trazendo diante de nós. Depois de Lídia, no mesmo capítulo, versículos 25 a 34, encontramos a casa do carcereiro de Filipos. Observe a pergunta do carcereiro e a resposta: “que é necessário que eu faça para me salvar?Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Leitor, isto é para nós também. Aceite-a, acredite nela, regozije-se nela e agradeça a Deus por Sua graça que nos deu tal promessa para nossa família. Observe que é quase a mesma palavra dada a Cornélio pelo anjo: mas observe também que não diz: “Crê em Jesus e serás salvo, tu e tua casa”. Sem dúvida, todo aquele que verdadeiramente crê em Jesus será salvo: mas a promessa “e a tua casa” é para aquele que crê no Senhor Jesus Cristo. Isso envolve curvar-se ao Seu Senhorio e buscar, por Sua graça, manter Sua Palavra e colocá-Lo em primeiro lugar em nossa vida.

A “casa” sendo incluída naquele que é a sua cabeça, Paulo e Silas falaram a ele a Palavra do Senhor e a todos os que estavam em sua casa. E o relato continua: “E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo [imediatamente – JND] foi batizado, ele e todos os seus. Então, levando-os a sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa” (At 16:33-34). Alguém poderia achar, baseando-se nisso, que todos na casa do carcereiro creram quando Paulo e Silas lhes falaram a Palavra do Senhor: mas o Novo Testamento grego, nas palavras proferidas pelo Espírito Santo, não diz isso. A Versão Brasileira traduz: “alegrou-se muito com toda a sua casa, por haver crido em Deus”. A palavra grega “haver crido” é nominativa, singular, masculina e pode referir-se apenas ao carcereiro. Vimos um exemplo muito semelhante de regozijo no caso das esposas e filhos nos dias de Neemias (Ne 12:43): e alguns desses “meninos [crianças – TB] quase certamente eram pequenos demais para entender a causa da alegria, mas eles se regozijaram na alegria de seus pais. Novamente vemos que a Escritura é totalmente silenciosa quanto a quem compunha a família e quanto à sua condição espiritual. A fé, a conversão e o batismo do carcereiro são inquestionáveis, mas os verbos alegrar-se e crer estão ambos no singular e se aplicam ao carcereiro: embora a família se regozijasse com ele, ou “como uma casa”, ou “familiarmente”, se pudéssemos usar tal termo. Não pense que é um acidente que o Espírito de Deus Se cale nesses casos quanto à fé dos da casa ou de quem a compõe. Este silêncio é intencional, para mostrar a nós, gentios, que o grande princípio de Deus de bênção exterior para a família com base na fé de seu cabeça também se aplica a nós.

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