Origem: Livro: A Chave Para o Progresso Como Visto na Vida de Rute

7) A Prática de Julgamento Próprio

Para nosso último ponto, vamos ler o capítulo 3, versículo 1, “E disse-lhe Noemi, sua sogra: Minha filha, não hei de buscar descanso, para que fiques bem? Ora, pois, não é Boaz, com cujas moças estiveste, de nossa parentela? Eis que esta noite padejará a cevada na eira. Lava-te, pois, e unge-te, e veste os teus vestidos, e desce à eira”. Vemos aqui Rute, sob a direção de Noemi, lavando-se, ungindo-se e então se aproximando de Boaz. Essa é uma figura da manutenção da comunhão, a qual envolve julgamento próprio, apontando para o fato de que nós precisamos estar limpos para entrar na presença do Senhor.

O Senhor não pode ter comunhão conosco se estivermos sujos. Se nos contaminamos com impurezas no caminho, e acabamos saindo de comunhão, precisamos passar pelo exercício de nos lavar. É frequentemente dito que precisamos manter contas a curto prazo com Deus. Isso significa que se nós falhamos e pecamos – ainda que seja algo tão pequeno como um pensamento errado, ou algo que dissemos – precisamos confessá-lo rapidamente ao Senhor. O apóstolo João diz, “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é Fiel e Justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1:9). Não deixe para lá pensando que vai tratar com isso no final da semana. Até lá, tal pecado poderá desenvolver-se em algo maior, porque há um padrão progressivo para o pecado. Essa prática é chamada de julgamento próprio. A Bíblia diz, “Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (1 Co 11:31). Isso é necessário para a manutenção da comunhão. Dessa forma, nós nos lavamos (ou talvez eu deva dizer, o Senhor nos lava – Jo 13:8-10), e continuamos aptos a ter comunhão com Ele.

O grande resultado foi que Rute ficou próxima de Boaz. E isso fala de algo que todos nós deveríamos querer – a proximidade de Cristo! Tal atitude é outra coisa essencial que precisamos ter se quisermos progredir em nossa vida Cristã.

Que Deus lhes dê o exercício de coração para querer ter, em sua vida Cristã, todos estes importantes elementos que vimos em Rute, pois, realmente, são a chave para um rápido progresso.

  • Comprometimento com o Senhor, o qual envolve uma clara ruptura com o mundo.
  • Diligência para colher alimento espiritual da Palavra de Deus.
  • Boas companhias.
  • Não se ocupar com coisas negativas.
  • Compartilhar o que nós colhemos.
  • Disposição para aceitar correção.
  • A manutenção da comunhão por meio do julgamento próprio.

Agora vou voltar a responder à pergunta do início desta reunião – a respeito do motivo pelo qual algumas pessoas fazem um rápido progresso nas coisas divinas e outras não. Se não estamos crescendo espiritualmente, a única conclusão lógica é que deve haver algo impedindo isso. Devem estar faltando em nossa vida alguns desses importantes elementos ilustrados na vida de Rute. Talvez não esteja sendo feita uma clara ruptura com o mundo, ou talvez uma falta de diligência ao colher o alimento na Palavra de Deus, ou talvez o problema sejam nossas companhias. Essas são coisas sobre as quais podemos nos exercitar.

Que Deus nos dê a graça para lidar com o que quer que possa estar impedindo nosso progresso, para que cresçamos “na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2 Pe 3:18).

B. Anstey

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