Origem: Livro: Obediência e Submissão – Princípios de Cura
A Autoridade dos “Poderes que há”
A autoridade para lidar com a violência contra a vida do homem é encontrada em Gênesis 9:6: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a Sua imagem”. A autoridade dada por Deus para punir a maior violência feita ao próximo inclui autoridade para lidar com todos os atos menores de ilegalidade. Com o advento do Cristianismo, tornou-se necessário definir as obrigações dos crentes neste mundo, um povo tomado de entre os judeus e os gentios para o nome de Deus, para com os “poderes constituídos”. Qual é a responsabilidade de um povo para com as autoridades civis, que tendo sido feito participante de um chamado celestial, cujas associações de vida estavam no céu e cuja caminhada neste mundo (nos pensamentos de Deus) deveria ser uma expressão viva desse chamado? Romanos 13:1-7 nos dá essa instrução (observe que é a questão da submissão que é abordada): “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus”. Em Tito 3:1 (ARA), o dever é reiterado: “Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades”, e novamente em 1 Pedro 2:13: “Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana por amor do Senhor”.
Qual deve ser nossa atitude quando ocorre um abuso da autoridade dada por Deus, e somos nós que sofremos injustamente? Para tomar um caso extremo (que, para o princípio em questão, abrange todos os outros), suponha que eu seja preso por um homem com uniforme de policial cujo distintivo de autoridade e cujo mandado de prisão não são, pelo que eu sei, de boa-fé; além disso, ele está parcialmente embriagado. Sou absolutamente inocente do suposto crime. O que eu vou fazer? Devo lembrá-lo de que ele está bêbado? Devo dizer-lhe que não me sinto obrigado a obedecer à sua intimação, na medida em que não tenho certeza de que ele realmente representa sua declarada competência? Devo alegar minha inocência? Não, devo SUBMETER-ME, deixando o policial com toda a responsabilidade para com seus superiores para responder por si mesmo, entregando meu próprio caso nas mãos do juiz. Certamente nenhum de nós tem qualquer dificuldade em saber qual é o verdadeiro caráter da autoridade em condições como essa, nem quanto à retidão de se sujeitar à autoridade.
