Origem: Livro: A Procura por uma Assembleia Reunida Biblicamente
Disciplina na Igreja
Uma assembleia bíblica também exercerá disciplina quando necessário. Se os anciãos que cuidam do rebanho virem uma pessoa com um mau comportamento, de alguma forma, eles vão agir para corrigi-la (Hb 13:17). Isto será feito para a glória do Senhor, mas também em amor para com o indivíduo que está se extraviando. Eles vão se sentir responsáveis por agir a este respeito, porque sabem que a Palavra de Deus diz: “Livra os que estão destinados à morte, e os que são levados para a matança, se os puderes retirar. Se disseres: Eis que o não sabemos: porventura aqu’Ele que pondera os corações não o considerará? e aqu’Ele que atenta para a tua alma não o saberá? não pagará Ele ao homem conforme a sua obra?” (Pv 24:11-12). Como vigias sobre o muro, eles são responsáveis por “tocar a trombeta” para soar um alerta quando veem algum perigo. Ao fazê-lo, eles livram a própria alma deles, porque Deus os considera responsáveis (Ez 33:1-6; Hb 13:17).
Existem três principais áreas de preocupação em que um indivíduo pode se tornar falho. Em cada caso, os que cuidam do rebanho e são responsáveis por manter a santidade e a ordem na casa de Deus vão tentar lidar com o problema antes que ele fique fora de controle. Se eles puderem corrigir o curso que uma pessoa está percorrendo antes que atinja um ponto em que a assembleia deverá colocá-la fora da comunhão, terão feito um bom trabalho e terão livrado essa pessoa de muita dificuldade e sofrimento em sua vida (Tg 5:19-20). Isso pode ser feito por qualquer um que se preocupe com a pessoa, mas os anciãos/supervisores são os principais responsáveis por este trabalho. Por conseguinte, eles vão tomar certas ações preliminares para com a pessoa no erro, dependendo do rumo no qual a pessoa toma. Isso mostra que a maior parte de toda a disciplina da Igreja deve ser exercida para com uma pessoa que ainda está em comunhão.
Os cenários seguintes dão o procedimento geral. Isso é reconhecidamente difícil de delinear porque essas coisas não podem ser organizadas como se estivéssemos consultando um manual ou um livro; cada caso deve ser tratado em seu próprio mérito, e não existem dois casos idênticos. A Escritura pressupõe que aqueles que fazem este trabalho são pessoas espirituais que irão lidar com esses casos com discernimento “espiritual” (Gl 6:1; 1 Co 2:15).
