Origem: Livro: Aos Pais de Meus Netos

Eli

É triste passar do filho de Ana para os filhos de Eli. “porque, fazendo-se os seus filhos execráveis [vis – JND], não os repreendeu” (1 Sm 3:13). A maldade dos filhos de Eli é muito conhecida para tornar necessário que entremos nos detalhes dos pecados ou do julgamento (veja 1 Sm 3:13). O próprio Senhor resumiu tudo no versículo que acabamos de citar e nos deu a razão tanto para os pecados quanto para o julgamento: (Eli) não os repreendeu”. Eli tinha noventa e oito anos de idade e naquela época protestou com seus filhos, mas era tarde demais: “não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar” (1 Sm 2:25). Talvez não haja passagem nas Escrituras que fale mais solenemente ao coração de nós, pais, do que esta triste história; que cada um de nós preste atenção e aprenda a lição. Provavelmente algumas varadas quando eram pequenos teriam salvado aqueles meninos, não apenas de uma morte prematura, mas sua alma do inferno. Não é moda hoje em dia, em alguns lugares, bater nas crianças; mas com que clareza as Escrituras falam: “Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno” Pv 23:13. “O que retém a sua vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, a seu tempo, o castiga” Pv 13:24. “A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele” Pv 22:15. A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”, “Castiga o teu filho, e te fará descansar e dará delícias à tua alma” Pv 29:15, 17. “Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma” Pv 19:18. Estas Escrituras deixam muito clara a vontade de Deus neste assunto tão importante. E observe que essas Escrituras pedem uma boa punição com uma vara, que não se interrompe com o choro da criança.

E podemos, de passagem, notar a urgência do treinamento precoce. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” Pv 22:6. Que contraste entre o filho de Ana e os filhos de Eli! Não há dúvida de que a boa e devotada mãe de Samuel usou seu breve, mas precioso tempo quando teve seu filho, para educá-lo como deveria se comportar. Podemos muito bem acreditar que ela não seguiu o fracasso de Eli, mas “repreendeu” seu filho. E pode ser que em sua velhice Eli tenha aprendido sua lição, e quando Deus em Sua graça confiou uma nova vida aos cuidados desse pai que falhara, ele parece ter criado o filho de Ana de maneira muito diferente da maneira como ele havia criado os seus próprios filhos.

A teoria moderna de permitir que nossos filhos desenvolvam seus próprios caminhos, em “expressão própria”, só pode levar ao sofrimento e ao desastre. Quão melhor é dar ouvidos à clara Palavra de Deus nesta questão tão importante de criar nossos pequenos.

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