Origem: Livro: A Interpretação Profética do Livro de Ester

Ester se aproxima do rei (Ester 5)

Uma figura do remanescente Judaico clamando a Deus

Entendendo a terrível situação de seu povo, é dito a Ester que ela deveria ir “ter com o rei, e lhe pedisse e suplicasse” em favor deles (cap. 4:4-9). Mas isso era algo que ela não tinha feito antes e temia fazê-lo porque ninguém podia aproximar-se da presença do rei por conta própria, sem ser condenado à morte. Isso fala do fato de que uma pessoa não pode vir a Deus em seus próprios termos. No entanto, a lei era tal que, se o rei estendesse “o cetro de ouro” à pessoa, o que retrata a graça divina, ela viveria e não morreria. A graça permitiu ao homem aproximar-se de Deus (cap. 4:10-11).

Mardoqueu, ainda falando com Ester à distância (por meio de “Hataque”), insistiu com ela para que se aproximasse do rei, mesmo que isso significasse arriscar sua vida, pois esse era o único meio de libertação para seu povo (cap. 4:12-14). Depois de muita oração e jejum, Ester decidiu ir ao rei (cap. 4:15-17). Da mesma forma, o remanescente, após muito exercício da alma, se aproximará de Deus em função do grande sofrimento da perseguição.

Quando Ester se aproximou do rei, após longo tempo sem estar em sua presença, ela alcançou graça aos Seus olhos, e “o cetro de ouro” foi-lhe estendido (cap. 5:1-2). Isso aponta para o fato de que Deus Se deleita naqueles que se aproximam d’Ele por fé (Pv 15:8). Do mesmo modo, o remanescente quebrantado e aflito se aproximará de Deus em oração e súplica e obterá graça no tempo de sua grande provação. É notável que tenha sido ao “terceiro dia” que Ester aproximou-se do rei. Na Escritura, o número três fala de ressurreição (Jn 1:17; 2:10; Mt 12:40) e aponta para a ressurreição nacional de Israel (Ez 37:1-28; Dn 12:1-2), quando Deus intervirá pelo remanescente Judaico piedoso, trazendo libertação. Oséias 6:1-2 diz: “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque Ele despedaçou, e nos sarará, fez a ferida, e a ligará. Depois de dois dias nos dará a vida: ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante d’Ele”.

Tendo chegado à presença do rei, Ester não lhe abriu imediatamente as profundezas do seu coração. Em vez disso, pediu que fosse feito um banquete para o rei e Hamã, momento que ela pensou em tornar conhecida sua verdadeira petição. Mas quando chegou a hora, ela adiou falar ao rei até o dia seguinte (cap. 5:3-14). Isso ilustra como o remanescente inicialmente não terá confiança para abrir seu coração a Deus, mas por fim, por conveniência, eles o farão (leia os Salmos 25, 32, 38, 41, 51 – os Salmos Penitenciais. Observe a progressão do aprofundamento do exercício da alma deles).

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