Origem: Livro: Música

Instrumentos Musicais no Lar Cristão

Depois, há a questão de qual lugar os instrumentos musicais poderiam ter no lar Cristão. Já notamos que os mundos dos negócios, entretenimento e ciência foram todos introduzidos pela posteridade de Caim e, como filhos de Deus, somos advertidos a não “amar” o mundo, pois desde que Cristo foi rejeitado e expulso, vemos o mundo sob o julgamento de Deus (Jo 12:31). Nunca devemos esquecer isso, e mesmo enquanto usamos o mundo, não devemos abusar dele (1 Co 7:31), isto é, não devemos ser levados por ele como parte dele, mas apenas de passagem (Jo 17:16). No entanto, podemos desfrutar de nossa ocupação no mundo dos negócios, bem como de certos prazeres naturais e invenções que os homens fizeram, pois ainda vivemos no mundo. Mas, deixar-se levar por essas coisas, de modo a ficar sob seu “domínio” (1 Co 6:12), certamente roubaria alguém em sua alma. Podemos desfrutar de uma música suave, mas não devemos confundi-la com o fruto do Espírito, pois mesmo um verdadeiro Cristão pode ser levado pela melodia do som, enquanto Deus valoriza a melodia no coração. Aprendamos a ser temperantes em todas as coisas (1 Co 9:25), e não abusemos da liberdade que temos n’Aquele que graciosamente nos deu “todas as coisas ricamente para desfrutarmos” (1 Tm 6:17 – JND).

O uso de instrumentos musicais no lar, no entanto, é uma questão diferente do uso deles para a adoração do Senhor ou para atrair pecadores a Ele. Deus nos deu “mel” (a doçura da natureza) e podemos apreciá-lo com moderação (Pv 24:13; 25:16), mas não tinha lugar nas ofertas Judaicas (Lv 2:11). Não estamos mortos para a natureza e há as alegrias naturais da vida doméstica que não têm lugar na adoração e no serviço ao Senhor. Um querido servo do Senhor escreveu: “Se eu pudesse colocar um pobre pai doente para dormir com música, eu tocaria a mais bela que pudesse encontrar; porém, no caso da adoração, só a prejudica ao introduzir o prazer dos sentidos naquilo que deveria ser o poder do Espírito de Deus”. (J. N. Darby Letters, Vol. 3, pág. 476 S. H.).

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