Origem: Livro: A Procura por uma Assembleia Reunida Biblicamente
Lucas 22:7-10
Lucas 22:7-10 sustenta o fato de que há um divino Reunidor. Diz, “Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar”. O Espírito de Deus é visto aqui na figura de “um homem” levando um cântaro de água. Muitas vezes na Escritura o Espírito de Deus é visto como um homem anônimo trabalhando atrás das cenas. Isto porque não é objetivo do Espírito de Deus chamar atenção sobre Si mesmo (Jo 16:13-14), e esta é a razão pela qual Ele não é mencionado diretamente em Mateus 18:20. Ele não toma lugar de proeminência no Cristianismo, mas trabalha atrás dos bastidores, guiando almas exercitadas àquele terreno bíblico onde Cristo está no meio daqueles assim reunidos. Neste caso, Ele conduziu os discípulos ao lugar de escolha do Senhor onde poderiam estar com Ele para a ceia. “Água” na Escritura frequentemente significa a Palavra de Deus (Ef 5:26; Jo 15:3). Assim, aprendemos que o Espírito de Deus usa os princípios da Palavra de Deus para guiar crentes ao lugar da escolha do Senhor.
Mateus 18:20 enfatiza o trabalho soberano de Deus em sermos reunidos pelo Espírito, mas em Lucas 22:8-12 concentra-se mais no que é exigido de nós para sermos guiados pelo Espírito para o lugar.
- Primeiro, precisamos ter um desejo sincero de saber onde é o lugar da Sua escolha. Isto é ilustrado com Pedro e João inquirindo ao Senhor, “Onde (Tu) queres que a preparemos?”
- Segundo, é necessária a energia de fé para entrar na cidade e ser exercitado sobre ser levado ao lugar. Isto é ilustrado nas palavras, “E, indo eles…” (v. 13).
- Terceiro, há o exercício de subir as escadas de separação para o “cenáculo” (v. 12). Isto implica em deixar para trás toda conexão com o mundo – tanto secular como religiosa.
- Quarto, tendo sido dirigido ao local da Sua escolha, há o exercício de “preparar” (v. 12). Isto se refere necessidade de estarmos em um estado espiritual de alma adequado à Sua presença. Preparamos nossa alma por meio do julgamento próprio (1 Co. 11:28).
