Origem: Livro: Esboço Sobre os Profetas Menores
A primeira mensagem profética
Capítulo 3 – A primeira mensagem profética é para “toda a geração” de Israel – as doze tribos. Amós lembra-lhes que eles eram a nação mais privilegiada da Terra porque tinham um relacionamento especial com o Senhor. Ele os redimiu e os trouxe a um vínculo único Consigo mesmo. “De todas as famílias da Terra a vós somente conheci” (vs. 1-2). Mas com o privilégio vem a responsabilidade. Visto que eles se afastaram do Senhor moral e espiritualmente, haveria punição por suas iniquidades, se eles não se arrependessem.
Amós faz sete perguntas retóricas nos versículos 3-6. O ponto em cada uma dessas questões é que um evento não acontece a menos que outro já tenha acontecido. Assim, um é consequência do outro. Amós usa isso para mostrar que, uma vez que a nação cometeu o mal, certamente haveria um juízo correspondente que o acompanha. Independentemente de haver arrependimento, essas duas coisas sempre andam juntas no tratamento de Deus para com os homens. Consequentemente, esses versículos enfocam a causa moral do juízo que virá.
Capítulo 3:9-15– “Asdode” (os filisteus) e “Egito” – povos bem versados nas práticas do mal e da injustiça – são chamados a presenciar as imensas injustiças sendo praticadas em “Samaria”, a capital do reino de Israel, ao norte. Eles certamente ficariam surpresos com o que viram. Portanto, um “inimigo” entraria e “derribaria” o juízo de Deus sobre eles. Mas em juízo, o Senhor Se lembraria da misericórdia (Hc 3:2) e das promessas de que um remanescente seria “livrado” das mandíbulas do predador. Não apenas sua capital (Samaria) seria destruída, mas seu centro religioso em “Betel” e seus “altares” também seriam destruídos. Além disso, “os chifres (as pontas – ACF) do altar serão cortados” (v. 14). Os chifres do altar eram o lugar de asilo para fugitivos; lá encontrariam misericórdia (Êx 21:12-13; 1 Rs 1:50; 2:28). O corte desses chifres significaria que não haveria misericórdia para eles.
