Origem: Livro: Agindo em Comunhão em Questões de Disciplina

Responsabilidade de cada um

A comunhão prática, o um só pensamento, adquiridos na presença de Deus, quanto à disciplina, resultando na ação das assembleias locais, não é tão comum quanto deveria ser. E não hesitaríamos em colocar essa afirmação na forma de responsabilidade, pois devemos estar mais juntos em oração e na leitura da Escritura, quanto aos princípios de disciplina que surgem na assembleia local da qual podemos fazer parte. É mais fácil conquistar um país do que governá-lo.

Não é suficiente que um determinado número de homens tenha sido separado dos sistemas religiosos aos quais uma vez pertenceram, e que eles estejam vencidos pela verdade a ponto de assumir o terreno da expressão da unidade do Espírito; também é necessário que cada um e todos eles vivam sob o governo e a direção da Palavra e do Senhor. Em dias passados, essas verdades relacionadas à Igreja de Deus tinham que ser conquistadas; agora, os homens chegaram a um estado de coisas em que essas verdades são aceitas; mas onde isso e aquilo são tidos como conhecidos, raramente são verdadeiramente aprendidos, pois a consciência não está em exercício. A grande questão para nossa alma quando surge qualquer assunto em uma assembleia local é: “O que diz a Escritura?” e estamos em um estado baixo de consciência em relação a Deus, se, para obter a resposta, nos contentamos em perguntar: “o que A ou B diz?”.

Haverá um comportamento adequado por parte dos homens mais jovens quanto a tomar parte na deliberação sobre assuntos de disciplina, mas a consciência de todos deve estar em exercício. E é um dia triste para uma assembleia quando seus líderes, em vez de aguardar a consciência de seus irmãos, tomam a lei em suas próprias mãos e, sem consulta, impõem sua sentença sobre a assembleia. Isso é ministerialismo e negligência da consciência dos outros, e sob qualquer nome que se possa dar a isso, certamente não se está agindo em comunhão como guiado pelo Espírito.

Primeiro deve ser considerado aquilo que pode ser chamado de consciência coletiva de uma assembleia; e assim como deve haver um julgamento comum, também deve haver em cada assembleia tal unidade de consciência que não é algo da imaginação falar dela, em seu caráter temente a Deus, como tendo uma consciência comum; e se uma assembleia está assim diante de Deus e na luz, então podem ser somente dois, ou qualquer número. A menos que uma assembleia, como tal, esteja na presença de Deus e sujeita à Sua Palavra, o que possa ser chamado de consciência da assembleia está em um estado insatisfatório.

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