Origem: Livro: Breves Meditações sobre os Salmos
Salmo 146
Esta nota de louvor relata a vaidade do homem e de toda confiança nele, que certamente agora terá sido abundantemente provada, neste dia do encerramento da história do mundo do homem. Mas celebra, por outro lado, a bênção daquele que tem o Deus de Jacó como seu auxílio e porção. O Espírito amplia as excelências do Deus de Jacó e termina repetindo o chamado para louvá-Lo.
Podemos observar quão mais elevados são os cânticos que encerram os caminhos de Deus do que aqueles que, no passado, os abriram. A obra da criação era o único tema para as “estrelas da alva [manhã – TB]” e os “filhos de Deus” naquela época. Mas agora o Senhor, o Deus de Jacó, tem recebido louvor em outros atos que não o da criação – tais como Ele guardando a verdade, executando o juízo, alimentando os pobres, libertando o prisioneiro, curando o cego e o oprimido, amando o justo, preservando o estrangeiro e reinando eternamente em Sua Sião – estes são novos e honrosos louvores para o Senhor dos céus e da Terra.
Esses belos Salmos são a expressão, da Terra ou de Israel, daquela mesma alegria que se ouve no céu assim – “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre” (Ap 11:15).
A alegria de Israel guiará e garantirá alegria da Terra, pois o rei de Israel é Deus de toda a Terra (Is 54); e o que será o seu restabelecimento senão a vida dentre os mortos? (Rm 11 – ARA). “Cenas que ultrapassam a fábula e ainda são verdadeiras” serão então testemunhadas. E em palavras muitas vezes apreciadas, posso encerrar esta meditação:
Um só cântico emprega todas as nações, e todos clamam –
“Digno o Cordeiro, pois Ele foi morto por nós!”
Os moradores dos vales e das rochas
Bradam uns aos outros – e dos topos das montanhas,
De montanhas distantes captam a alegria que voa,
Até que, nação após nação, ensinou-se o cântico,
A Terra entoa a arrebatadora Hosana em roda.
