Origem: Livro: Breves Meditações sobre os Salmos
Salmo 15
Este pequeno Salmo parece apresentar os justos nos dias do “néscio”, o Remanescente no tempo da última facção apóstata.
Os versículos 2-5 podem ser lidos como o oráculo divino respondendo à pergunta do profeta no versículo 1.
Não é o título do pecador ao reino que é discutido aqui. Isso seria tratado de forma muito diferente. O Salmo fala do Remanescente, manifestando-se em justiça, em contraste com os malfeitores do Salmo 14. Veja a mesma coisa em Isaías 33:15-16.
O assunto é o caráter e não o título. É claro que não precisa ser dito que o título de todos é um e o mesmo – o sangue digno e aceito de Jesus.
NOTA: Este Salmo pode ser considerado como o encerramento de uma série de meditações e experiências que começaram com o Salmo 11. Pois todas elas são declarações de uma alma sobrecarregada com uma percepção da impiedade do dia, e que clama com desejo a Deus – os últimos dias são contemplados de forma clara e certa, e essas declarações são do Remanescente de então.
O desafio no versículo 1 pode trazer à mente uma linguagem semelhante ao Salmo 24:3. Mas ali a resposta dada, no final do Salmo, introduz o próprio Messias de forma muito mais distinta e pessoal do que aqui.
Com isso, também me lembro de Apocalipse 5:2. Pois temos um desafio lá também. “Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?” E a gloriosa resposta ali dada novamente apresenta o Messias, apenas em caracteres ainda mais completos, ricos e sublimes, como o Cordeiro que havia sido morto e o Leão da tribo de Judá.
