Origem: Livro: Breves Meditações sobre os Salmos
Salmo 16
Sabemos pelo Espírito Santo, em Atos 2:30, que este Salmo é a expressão de Jesus por meio de Davi. É a linguagem do Senhor habitando conscientemente na casa de Deus como Sacerdote ou Adorador. Consequentemente, Ele não terá outro Deus e receberá Sua herança (como um sacerdote, Nm 18:20) somente de Deus, considerando-a a melhor; e em constante comunhão encontrará confiança, gozo, louvor e esperança. E o primeiro ato desse adorador é confiar no Senhor, reconhecendo que ele não pode beneficiar o Senhor, pois o Senhor precisa beneficiá-lo. Veja a contradição disso na adoração de Israel, no Salmo 2, e na adoração dos gentios, em Atos 17. É fácil e natural lembrar aqui a resposta do Senhor ao jovem príncipe em Lucas 18. Na perfeição moral do lugar que ocupou, o Filho em carne poderia falar de Deus como o Único bom.
Embora seja verdade que o Senhor não era nosso Sacerdote até que Ele ressuscitou (Hb 5, 8), nem assumiu serviços oficiais de tal caráter sobre Ele, ainda assim Ele era um Sacerdote para Deus, ou um Adorador, durante toda a Sua vida na Terra; mostrando todas as virtudes pessoais de tal Pessoa, andando sempre no santuário e sempre tomando a Deus como Sua porção. E que incenso, que incenso perfeito e constante, era a vida de Jesus assim contemplada! Que cheiro suave de oferta de manjares era tudo o que Ele sempre fez ou disse!
“Teu Santo” é a carne de Jesus (At 2:27, 31). Esse título a isso vem de Lucas 1:35, que separava a natureza humana de Jesus de toda a mácula e a mantinha no mais pleno favor e aceitação de Deus.
