Origem: Livro: Esboço Sobre os Profetas Menores
A segunda mensagem profética
Capítulo 4 – Na segunda mensagem, Amós declara que Deus exilaria as mulheres da classe alta em Israel (as “vacas de Basã”) por causa de seu amor pela opulência (vs. 1-3). Ele também julgaria a nação por sua hipocrisia religiosa (vs. 4-5) e por sua recusa obstinada em se arrepender, apesar das repetidas correções do Senhor (vs. 6-13).
Capítulo 4:1-3 – Amós expõe uma condição que existia em Israel que poderia ser atribuída às mulheres. Seu desejo por opulência e de serem mimadas com iguarias da classe alta criou uma situação em que seus “mestres” (KJV) [“senhores” ou “maridos”] foram forçados a explorar “os pobres” e os “necessitados” para sustentar o estilo de vida caro de suas esposas. Ao expor seu verdadeiro estado, Amós fala como se as mulheres estivessem oprimindo, mas na verdade o fizeram por meio de seus maridos. Foi uma situação lamentável em que os maridos foram sujeitados a obedecer às esposas como servos.
Capítulo 4:4-5 – Amós então expõe a hipocrisia religiosa com a qual o povo era caracterizado. “Betel” era um falso centro de adoração estabelecido por Jeroboão, o primeiro rei de Israel, do reino ao norte. Ele se separou do centro divinamente reconhecido (Jerusalém) onde o Senhor havia colocado Seu nome e levou com ele as dez tribos situadas ao norte (1 Rs 12). Amós avisa que ir adorar ao Senhor em Betel era transgredir. Foi o mesmo com “Gilgal”. Gilgal era o lugar onde Israel cortava seus prepúcios – uma figura de julgamento dos pecados da carne (Js 5). Mas essas pessoas estavam indo para Gilgal e multiplicando suas transgressões!
Capítulo 4:6-13 – Amós então se concentra na recusa do povo em se arrepender. Ele lhes diz que eles receberam “limpeza de dentes” devido à falta de chuva para o cultivo de alimentos. Este foi um tratamento retributivo do Senhor destinado a produzir arrependimento, mas o povo não se arrependeu. O Senhor, falando por meio de Amós, disse: “contudo não vos convertestes a Mim” (vs. 6-8). O Senhor também enviou doença para suas plantações. Houve “queimadura e ferrugem” e “locusta” [lagarta] que devorou o que eles haviam cultivado. Eles haviam experimentado “peste contra vós, à maneira do Egito”. Além disso, o Senhor permitiu que seus soldados (“os mancebos”) caíssem na batalha e seus “cavalos” tivessem sido tomados. Assim, seu poderio militar foi muito enfraquecido. Novamente, o Senhor disse por meio de Amós: “Contudo não vos convertestes a Mim” (vs. 9-10).
Além disso, o Senhor havia subvertido alguns na terra “como Deus subverteu a Sodoma e Gomorra” e as pessoas que foram poupadas eram “como um tição arrebatado do incêndio”. Mesmo assim, não houve arrependimento entre o povo. Mais uma vez, o Senhor disse por meio de Amós: “Contudo não vos convertestes a Mim” (v. 11). A consequência solene era que eles iriam encontrar-se com Deus e Seu julgamento. O dia da recompensa estava próximo; era tão certo quanto Sua Palavra: Ele é o Senhor “o Deus dos Exércitos”.
