Origem: Livro: Esboço Sobre os Profetas Menores
O segundo ataque da Assíria
Capítulo 3:1-2 – Enquanto o Senhor está restaurando o remanescente de Seu povo (tanto das duas tribos como das dez tribos), os exércitos de muitas outras nações do extremo norte se reunirão para atacar Israel. Este será um segundo ataque total à terra de Israel e não terá sucesso, porque o Senhor estará de volta à terra naquele tempo e o remanescente de todas as doze tribos será restaurado a Ele. O Senhor na verdade agirá providencialmente nos bastidores para reunir esses inimigos para que possa julgá-los e, assim, pôr fim a todas as guerras. “Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Josafá” (v. 2; Ez 38:4; Sf 3:8; Mq 4:11-12; Sl 46:4-9). As “nações” que se reúnem neste momento são “todos” os que sobraram após os juízos anteriores do Senhor sobre as potências ocidentais (a besta) e o rei do norte e sua confederação. Esses serão os exércitos confederados sob o comando de Gogue, cujo objetivo é atacar o Israel restaurado (Ez 38:11-12). Historicamente, essas nações “espalharam” os filhos de Israel “entre as nações”, e agora é hora de Deus julgá-los.
Vs. 3-8– “Tiro e Sidom” e “Fenícia”, que são centros mercantis na costa do Mar Mediterrâneo, são apontados como culpados de tráfico de escravos do povo de Deus e pilhagem de ouro e prata na terra de Israel. Esses mercadores venderam seus filhos para “os gregos” que vinham a esses portos e, portanto, removeram os filhos de Israel “para longe dos seus termos”. Eles “deram um menino por uma meretriz, e venderam uma menina por vinho, para beberem”.
O Senhor promete devolver sua “paga” sobre a “própria cabeça” deles. Ele diz: “Eis que Eu os moverei (os filhos de Israel) do lugar para onde os (as nações gentias) vendestes” (vs. 7-8). Assim, o Senhor trará as dez tribos de Israel de volta à sua terra natal antes de Seu juízo da última confederação de nações sob Gogue (Ez 38:12). Depois de Ele julgar essas nações, o Israel restaurado venderá os filhos dessas nações gentias “aos de Seba, a uma nação remota”.
Vs. 9-15 – Como mencionado, as “multidões” de “gentios” (nações) que se reunirão contra Israel no último ataque (sob Gogue) são na verdade chamadas pelo Senhor (providencialmente) para virem a Ele na terra de Israel para serem julgadas. “O vale de Josafá” (que significa “o juízo de Jeová”), para o qual são chamados, não é um vale literal na terra de Israel, mas sim, é simbólico do juízo que será executado sobre essas nações confederadas. A “seara” mencionada no versículo 13 não é o juízo da sega, que é o primeiro juízo que o Senhor executará sobre as nações ocidentais em Sua Aparição (Mt 13:39; Ap 14:14-16). A seara mencionada aqui é a de uvas, que é a colheita final do ano – a vindima. Simboliza o juízo final do Senhor antes do estabelecimento do reino milenar. É o juízo do lagar (Ap 14:17-20; Is 63:1-6). Assim, o versículo 13 continua a dizer: “porque o lagar está cheio, os vasos dos lagares trasbordam”. Aparentemente, “o dia do Senhor” (que é a subjugação de todo o mundo pelo Senhor, sob a autoridade de Seu senhorio), embora já tenha começado, não virá em sua plenitude até que este juízo seja executado. Portanto, ainda é dito que está “perto”.
Vs. 16-17 – Visto que o Senhor estará de volta à terra e habitará no meio de Seu povo em Jerusalém (que estará em escombros naquele tempo), Ele “bramará de Sião” e destruirá completamente os exércitos que se reuniram para guerra (v. 16). A profecia de Isaías será cumprida então: “Quem se ajuntar contra ti [Israel], cairá por amor de ti” (Is 54:15).
Vs. 18-21 – O capítulo termina com uma imagem do Milênio. Naquele dia, a bênção do Senhor estará sobre toda a Terra e Sua presença será conhecida em Jerusalém – “porque o Senhor habitará em Sião”.
